Kemi Badenoth defende candidatura de ex-detento em Somerset
Badenoth afirma que a decisão reflete a política de segundas chances do partido

Em 4 de agosto de 2026, a líder conservadora Kemi Badenoth respondeu a questionamentos da imprensa ao defender a escolha de Joshua Bonehill-Paine, condenado por assédio racista a ex-parlamentar, como candidato a vereador em Somerset. O anúncio gerou intenso debate sobre a política de reintegração do Partido Conservador.
A condenação de Joshua Bonehill-Paine
Joshua Bonehill-Paine foi preso em 2016 depois de ser condenado por assédio agravado racialmente contra a ex-parlamentária trabalhista Luciana Berger, de Liverpool Wavertree. Durante o processo, ele chegou a chamar a parlamentar de “uma agarradora de dinheiro maligna” e a acusá-la de ter “ódio profundo aos homens”. A condenação incluiu ainda a produção de um anúncio antissemita que utilizava imagem do campo de concentração de Auschwitz.
A escolha para o conselho de Crewkerne South
O Partido Conservador selecionou Bonehill-Paine para concorrer ao novo cargo no conselho municipal de Crewkerne South, em Somerset, nas eleições locais previstas para 2027. A decisão foi anunciada em meio a uma visita de Badenoth a uma operação policial em Surrey, reforçando a visibilidade da escolha.
Argumentos de Badenoth sobre segunda chance
Badenoth declarou que o partido acredita em “segundas chances” e afirmou que não estaria “recrutando neonazistas”. Ela disse: "I want to be very clear – and I think people can look at me and know that I’m not a person who would be recruiting neo-Nazis. Josh is someone who actually has been certified by the Home Office to train police officers on antisemitism and on countering extremism." Em seguida acrescentou: "Yes, he is somebody who had been previously convicted but he is someone who has shown contrition for his crimes, has been rehabilitated and is spending every day working to solve the very problem which he knew that he had caused previously. And the Conservative party believes in second chances." Por fim, enfatizou que o candidato não é “apenas um criminoso condenado – é alguém que está ativamente trabalhando para ajudar as comunidades”.
Reação e contexto da decisão
A declaração de Badenoth ocorreu enquanto a imprensa questionava a adequação de colocar alguém com histórico de discurso de ódio em posição de representatividade política. Embora o texto não cite reações específicas, a própria necessidade de defesa indica que a escolha foi considerada controversa. O caso ilustra o dilema entre a política de reintegração de indivíduos condenados e a sensibilidade pública diante de comportamentos previamente discriminatórios.
Com informações de The Guardian.
Fonte: The Guardian