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Jovem de 24 anos é resgatada após cinco dias de cárcere privado em Goiás

Emiliane Tamara sobrevive ao sequestro e revela violência psicológica e física

Daniele Morais
27 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
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Jovem de 24 anos é resgatada após cinco dias de cárcere privado em Goiás
Imagem: "Ipswich-QLD-Australia-City-Skyline-Aerial-Shot-CBD-and-surrounds" by Kpravin2 is licensed under CC BY-SA 4.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/lic

Em Águas Lindas de Goiás, a polícia local encontrou Emiliane Tamara, 24 anos, após cinco dias mantida em cárcere privado pelo ex-marido. O caso voltou à imprensa por revelar um padrão de violência extrema que inclui controle, isolamento e agressões físicas.

Jovem é encontrada em cárcere privado

Na sexta-feira (21), a Companhia de Policiamento Especializado (CPE) localizou a vítima em um imóvel no Setor Jardim América III. Ela estava amordaçada, acorrentada e com as pernas, braços e pescoço presos por cordas e algemas. No local, a polícia apreendeu uma pistola calibre 9 mm.

Detalhes da prisão do ex-marido

Ailton Rodrigues de Souza, ex-companheiro de Emiliane, foi preso em flagrante. Ele conduzia um carro, desobedeceu a uma ordem de parada e foi contido pelos policiais. No interior da residência, os militares ouviram ruídos que levaram à entrada e ao resgate da jovem.

Relato da vítima sobre controle e abusos

Em entrevista, Emiliane contou que o relacionamento durou seis anos e que o ex-marido retirou gradualmente sua autonomia, isolando-a de amigos, vizinhos e do trabalho. Ela afirmou que o homem soltou os parafusos das rodas do carro para provocar um acidente e que chegou a usar um pano embebido em substância para sufocá-la.

Repercussão no debate sobre medidas protetivas

O caso ocorreu durante o Agosto Lilás, mês de conscientização contra a violência à mulher, e trouxe à tona a importância das medidas protetivas. Segundo informações, Emiliane havia solicitado proteção anteriormente, mas o pedido foi negado.

Ação da polícia e investigação

O major Jorge Paiva, da CPE, informou que a análise inicial indica que a vítima foi obrigada a assinar uma carta encontrada no local. A polícia acredita que o documento foi escrito próximo ao momento do resgate. O suspeito permanece sob custódia e será submetido ao relatório policial e ao depoimento formal.

Com informações de G1, Brasil de Fato.

Fonte: G1, Brasil de Fato

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