Jovem de 24 anos é resgatada após cinco dias de cárcere privado em Goiás
Emiliane Tamara sobrevive ao sequestro e revela violência psicológica e física

Em Águas Lindas de Goiás, a polícia local encontrou Emiliane Tamara, 24 anos, após cinco dias mantida em cárcere privado pelo ex-marido. O caso voltou à imprensa por revelar um padrão de violência extrema que inclui controle, isolamento e agressões físicas.
Jovem é encontrada em cárcere privado
Na sexta-feira (21), a Companhia de Policiamento Especializado (CPE) localizou a vítima em um imóvel no Setor Jardim América III. Ela estava amordaçada, acorrentada e com as pernas, braços e pescoço presos por cordas e algemas. No local, a polícia apreendeu uma pistola calibre 9 mm.
Detalhes da prisão do ex-marido
Ailton Rodrigues de Souza, ex-companheiro de Emiliane, foi preso em flagrante. Ele conduzia um carro, desobedeceu a uma ordem de parada e foi contido pelos policiais. No interior da residência, os militares ouviram ruídos que levaram à entrada e ao resgate da jovem.
Relato da vítima sobre controle e abusos
Em entrevista, Emiliane contou que o relacionamento durou seis anos e que o ex-marido retirou gradualmente sua autonomia, isolando-a de amigos, vizinhos e do trabalho. Ela afirmou que o homem soltou os parafusos das rodas do carro para provocar um acidente e que chegou a usar um pano embebido em substância para sufocá-la.
Repercussão no debate sobre medidas protetivas
O caso ocorreu durante o Agosto Lilás, mês de conscientização contra a violência à mulher, e trouxe à tona a importância das medidas protetivas. Segundo informações, Emiliane havia solicitado proteção anteriormente, mas o pedido foi negado.
Ação da polícia e investigação
O major Jorge Paiva, da CPE, informou que a análise inicial indica que a vítima foi obrigada a assinar uma carta encontrada no local. A polícia acredita que o documento foi escrito próximo ao momento do resgate. O suspeito permanece sob custódia e será submetido ao relatório policial e ao depoimento formal.
Com informações de G1, Brasil de Fato.
Fonte: G1, Brasil de Fato