Jovem de 22 anos se declara culpado em roubo milionário de bitcoin
Malone Lam admitiu participação em esquema que desviou milhões em criptomoedas

Um homem de 22 anos se declarou culpado de participar de uma conspiração criminosa para roubar centenas de milhões de dólares em bitcoin de um morador de Washington, nos Estados Unidos. A investigação revelou que o grupo utilizou técnicas de engenharia social e o valor desviado financiou uma vida de luxo com carros esportivos e mansões.
A confissão de culpa do réu
Malone Lam, de 22 anos e originário de Singapura, compareceu ao tribunal e se declarou culpado de uma acusação de conspiração de extorsão. O réu admitiu perante a juíza distrital Colleen Kollar-Kotelly que organizou uma rede de jovens que executou uma série de golpes envolvendo criptomoedas. Com a confissão, o processo marca um avanço importante para a investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Como funcionava o golpe do bitcoin
Os promotores detalharam que o grupo utilizou técnicas para enganar vítimas e obter acesso a fundos de criptomoedas. Em um dos episódios, co-conspiradores se passaram por representantes do Google e de uma corretora de criptomoedas para manipular um morador de Washington a revelar códigos de segurança. Com esses dados, os criminosos conseguiram transferir mais de quatro mil unidades de bitcoin, avaliadas em mais de duzentos e quarenta milhões de dólares.
Gastos extravagantes com o dinheiro roubado
As autoridades apontam que os recursos obtidos com as criptomoedas roubadas foram convertidos em dinheiro vivo e utilizados em uma série de compras extravagantes. Lam financiou uma frota de carros esportivos, alugou mansões em Miami e gastou quantias expressivas em casas noturnas. Entre os bens adquiridos constavam relógios de alto valor e dezenas de veículos de marcas como Porsche, Lamborghini e Ferrari.
Prisão e próximos passos na justiça
Após um período de gastos intensos, Lam foi preso por agentes do Federal Bureau of Investigation em sua casa alugada em Miami. O réu enfrenta uma pena máxima de 20 anos de prisão, além da possibilidade de deportação. A juíza responsável pelo caso não marcou imediatamente a audiência de sentença, mas agendou uma audiência de status para o processo.
Com informações de CNN, WPEC, Courthouse News.
Fonte: CNN, WPEC, Courthouse News