J-16 da china realiza treinamento de combate conjunto no egito
Caças chineses enfrentam aeronaves Rafale em exercícios militares contra o pano de fundo da guerra no Oriente Médio

Caças J-16 da Força Aérea do Exército de Libertação Popular da China realizaram treinamentos de combate e manobras conjuntas com as forças do Egito. A mobilização ocorre em meio a tensões na região e coloca a aviação chinesa operando lado a lado com equipamentos de fabricação ocidental.
Deslocamento de longa distância para o oriente médio
A força aérea chinesa enviou caças J-16, além de aeronaves de reabastecimento YU-20, aeronaves de alerta antecipado KJ-500 e helicópteros Z-20 para o território egípcio. Os aparelhos voaram mais de seis mil quilômetros durante nove horas e cruzaram quatro países para alcançar o destino, conforme relatos oficiais divulgados pela emissora estatal CCTV.
Primeiro engajamento contra caças ocidentais fora da ásia
Durante o primeiro dia de treinamento, os caças J-16 realizaram combates aéreos simulados de curto e médio alcance, tanto no formato um contra um quanto dois contra dois, enfrentando caças Rafale de fabricação francesa operados pela Força Aérea Egípcia. A missão representa a primeira mobilização dos caças J-16 para fora da Ásia e o primeiro engajamento relatado da aeronave contra um caça ocidental de ponta como o Rafale.
Contexto geopolítico e tensões regionais
Os exercícios fazem parte da segunda edição dos treinamentos aéreos conjuntos chamados "Águias da Civilização". As manobras ocorrem tendo como pano de fundo a guerra entre os Estados Unidos e o Irã, enquanto o Egito mantém uma posição cautelosa de neutralidade e a China pede negociações de paz e um cessar-fogo na região.
Capacidades técnicas e projeção de força
O J-16 é um caça pesado bimotor desenvolvido domesticamente e baseado na aeronave russa Su-27. Embora não possua recursos de invisibilidade a radares, especialistas de defesa o consideram um dos caças de quarta geração mais capazes do mundo. O exercício testou as capacidades da força aérea em projeção de força de longo alcance, mobilização rápida e operações integradas após o reabastecimento em voo realizado pelos petroleiros YU-20.
Com informações de South China Morning Post.
Fonte: South China Morning Post