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iran ameaça atacar ativos de energia dos EUA no golfo

tensão aumenta após ataques entre iran e EUA

Daniele Morais
8 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
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iran ameaça atacar ativos de energia dos EUA no golfo
Imagem: "Old World Map Globe Wine Bar" by 4X4 Blazer 1776 is licensed under CC BY 2.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/.

Em meio a uma escalada de hostilidades entre Irã e Estados Unidos, o país vizinho anunciou que pode atacar ativos de petróleo e gás dos EUA no Golfo se Washington continuar com novas ofensivas. A ameaça vem logo após a resposta dos EUA a ataques da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) em navios de guerra americanos e a destruição de três petrolistas iranianos, incluindo um próximo a Kharg Island.

retaliação em alto-mar

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, alertou que “se o Irã disparar contra navios americanos, nós destruiremos (e afundaremos) seus petrolistas”. Em resposta, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que a cadeia de produção de petróleo e gás no país é “ampla, acessível e exposta”, e que atacar esses ativos provocará retaliações.

zona de exclusão marítimo

Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Nacional de Segurança do Irã, anunciou que a guerra econômica será acompanhada por uma zona de exclusão marítimo no Golfo Persa e no Golfo de Omã. A zona, que se estende desde a linha de bloqueio até o Estreito de Hormuz, colocará navios que transitarem pelo Estreito em uma lista de sanções iranianas.

impacto nos preços do petróleo

Os preços do Brent subiram para quase US$ 100 por barril após os ataques, atingindo níveis de seis semanas em torno de US$ 98,51. O tráfego comercial pelo Estreito de Hormuz caiu de 138 navios em 24 horas para apenas 12 no último dia, refletindo o aumento da tensão e a preocupação com a segurança das rotas de transporte de energia.

negociações em estagnação

Embora os EUA e o Irã tenham assinado um Memorando de Entendimento em 17 de junho para reabrir o Estreito de Hormuz e negociar o fim da guerra, o acordo durou pouco. O último acordo de 60 dias expirou em 17 de agosto, e nenhuma nova rodada de negociações foi anunciada desde então. Os EUA exigem a redução do programa nuclear iraniano e a garantia de passagem livre pelo Estreito, enquanto o Irã pede levantamento de sanções, acesso a ativos congelados e um papel na gestão do Estreito.

consequências econômicas internas

O Irã enfrenta inflação em torno de 70%, rials em colapso e alto desemprego. A pressão econômica dos EUA, incluindo bloqueios, sanções e a ameaça de sanções secundárias a parceiros comerciais, tem dificultado a economia iraniana, levando o país a considerar a criação de uma nova zona restrita para aumentar a pressão global.

reação internacional

O Reino Unido reintroduziu sanções econômicas contra o Irã, ampliando proibições de comércio e restringindo o acesso do país ao sistema financeiro britânico. O secretário de Estado britânico, Ed Miliband, anunciou que o Reino Unido tomará medidas para relatar o Irã ao Conselho de Segurança da ONU sobre violações nucleares, junto com aliados.

Com informações de Time Magazine.

Fonte: Time Magazine

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