Infantino convoca reunião executiva enquanto críticas ao plano aumentam
Em 4 de agosto de 2026, Gianni Infantino reuniu dirigentes em Rabat diante da oposição ao FIFA Forward Enterprise

Em 4 de agosto de 2026, Gianni Infantino convocou reunião em Rabat, oposição de Arsène Wenger, Mattias Grafström e Prince Ali ao plano FIFA Forward Enterprise. A decisão ocorreu depois de um dia marcado por críticas intensas ao projeto de venda das operações comerciais e de eventos da FIFA.
Infantino convoca reunião executiva em Rabat
O presidente da FIFA, que passou a semana passada no Marrocos, marcou um encontro de executivos em Rabat na tentativa de encontrar solução para a controvérsia que envolve o FIFA Forward Enterprise.
Críticas de Arsène Wenger ao plano
Arsène Wenger, chefe de desenvolvimento global da FIFA, afirmou que a retirada do plano era “absolutamente necessária e indiscutível”. Em comunicado divulgado pela entidade, o ex-técnico do Arsenal declarou que não havia participado da estratégia e que a decisão de abandonar o projeto era essencial para preservar uma FIFA independente, comprometida com transparência e integridade.
Mattias Grafström descreve a semana como triste
Mattias Grafström, secretário-geral da FIFA, classificou a última semana como “triste e repreensível”. Em e-mail interno dirigido aos funcionários, o sueco escreveu que os acontecimentos foram “difíceis de compreender e aceitar”, mas que não deveriam ofuscar a missão da instituição de servir o futebol e suas 211 associações-membro.
Prince Ali acusa a FIFA de chantagem
Prince Ali, presidente da Associação de Futebol da Jordânia, denunciou a FIFA por criar uma situação que “equivale a extorsão” relacionada a prêmios não pagos e ao apoio à reeleição de Infantino. Em publicação na rede social X, o dirigente jordaniano alegou que a FIFA utilizou a retenção de dinheiro da Copa Árabe como moeda de troca para garantir seu voto, e que a liderança da entidade estava falhando ao recusar ajuda ao seu país por meses.
Consequências internas e resignação
Carlos Cordeiro, assessor sênior de Infantino em estratégia global, foi o único membro da FIFA a renunciar ao cargo em meio ao escândalo, classificando a proposta como “um mau negócio para o futebol”. Além disso, Wenger figura entre os 18 oficiais citados em carta de preservação de documentos enviada pela UEFA à FIFA, que ameaçava ação judicial.
O plano, divulgado inicialmente uma semana antes, gerou um conjunto de reações que culminaram na reunião executiva convocada por Infantino, que busca estabilizar a organização diante das divergências internas.
Com informações de BBC Sport.
Fonte: BBC Sport