Impacto de foguete da SpaceX na Lua será observado em agosto
Um estágio superior de Falcon 9, com peso de cerca de quatro mil quilos, deve atingir a superfície lunar próximo ao Cráter Einstein

Em 4 de agosto de 2026 a NASA confirmou que o estágio superior de um foguete Falcon 9 da SpaceX vai colidir com a Lua. O impacto está previsto para o dia 5 de agosto, por volta das 02:35 EDT (06:35 GMT), e deve gerar uma cratera de mais de 17 metros de diâmetro.
Detalhes da colisão prevista
O objeto viajará a aproximadamente 2,43 quilômetros por segundo, o que corresponde a cerca de 5.400 milhas por hora. A NASA, por meio do Centre for Near-Earth Object Studies (CNEOS), chegou a essa conclusão depois que astrônomos independentes analisaram dados públicos e identificaram a trajetória que levaria o estágio ao satélite natural da Terra. "There is no danger to Earth," afirmou o porta-voz Jimi Russell.
Características do estágio superior
Trata-se da seção superior de um dos foguetes Falcon 9, projetada para ser descartada após cumprir sua missão. O componente tem dimensões comparáveis a um prédio de cinco andares e pesa, na Terra, pelo menos quatro mil quilos. Embora parte do Falcon 9 seja reutilizável e retorne à Terra, as seções que são abandonadas permanecem em órbita até colidirem com outro corpo celeste.
Local do impacto e estimativa de crater
O ponto de impacto será próximo ao Cráter Einstein, na região da Lua que recebe luz solar e pode ser observada da Terra. O astrônomo Bill Gray, que detectou a trajetória, estima que o choque criará uma cratera com mais de 17 metros de diâmetro.
Observação e potencial científico
O evento deve atrair tanto astrônomos amadores quanto profissionais. O Dr. Matt Bothwell, astrônomo público da Universidade de Cambridge, descreveu a cena como "algo realmente enorme colidindo com a Lua" e previu que a explosão enviará uma nuvem de poeira a mais de 50 quilômetros de altura. Telescópios avançados nas Américas, o Lunar Reconnaissance Orbiter da NASA e a sonda Danuri da Coreia do Sul monitorarão o flash, a nuvem de detritos e a nova cratera. Um projeto de ciência cidadã também está recrutando amadores para registrar o impacto.
Debate sobre detritos espaciais
Bothwell ressaltou que o incidente ilustra o problema crescente dos detritos artificiais no espaço. Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), existem cerca de 54.000 objetos maiores que 10 centímetros orbitando, totalizando aproximadamente 17.000 toneladas lançadas desde 1957. O último foguete inerte a atingir a Lua foi em 2022, quando o estágio superior do foguete chinês Long March 3C da missão Chang'e 5-T1 colidiu no lado oculto do satélite.
Com informações de BBC News.
Fonte: BBC News