Imagens de destruição nas bases americanas revelam custos da guerra no Irã
Fotos mostram danos extensos e um novo relatório aponta gasto de US$ 43,6 bilhões
Fotos divulgadas pela CBS e verificadas pela BBC mostram danos graves em bases militares americanas na Arábia Saudita e no Kuwait, consequência de ataques lançados pelo Irã desde o início do conflito em 28 de fevereiro.
Imagens de bases americanas destruídas
As imagens apresentam um avião-radar Boeing E-3 Sentry despedaçado na Base Aérea Príncipe Sultan, trailers amassados no acampamento Buehring, no Kuwait, e um edifício de quatro andares atingido no acampamento Arifjan. Elas foram fornecidas por militares em serviço e não têm data, mas correspondem a danos confirmados por um relatório do órgão fiscalizador do Pentágono.
Escala dos danos materiais
O relatório do Pentágono indica que os ataques iranianos destruíram ou danificaram centenas de construções e estruturas em bases dos Estados Unidos espalhadas por Kuwait, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Omã e Jordânia. O custo total dos equipamentos perdidos, incluindo aviões, drones e sistemas de defesa aérea, chega a US$ 1,9 bilhão, enquanto as perdas com equipamentos chegam a US$ 3,7 bilhões.
Valor total da guerra para os EUA
Uma nova estimativa apresentada ao Congresso em 3 de setembro eleva o custo da guerra contra o Irã para US$ 43,6 bilhões. O Comando Central dos EUA apontou que, até 1º de agosto, a guerra já havia custado US$ 38 bilhões e que os gastos mensais podem alcançar US$ 3 bilhões, dependendo da intensidade dos combates.
Impacto nas finanças e no orçamento militar
O Escritório de Orçamento do Congresso (CBO) destaca que as munições representam mais da metade dos custos, com um aumento de US$ 6 bilhões em pouco mais de um mês. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, solicitou ao Congresso um pacote de US$ 95 bilhões para financiar a guerra e outras prioridades, dentro de um orçamento militar total de US$ 1,5 trilhão.
Repercussões estratégicas
Especialistas apontam que a destruição de equipamentos como o E-3, que não é mais produzido, compromete a prontidão militar americana. O desvio de recursos para o Oriente Médio deixou parceiros na Ásia mais vulneráveis a possíveis ações da China, enquanto a escassez de interceptores de mísseis afeta aliados europeus e a Arábia Saudita.
Com informações de G1, Estadão.
Fonte: G1, Estadão