Governo prepara MP para proibir bets e clubes temem perda de patrocínio
Presidente Lula pressiona contra o vício em apostas enquanto clubes temem R$ 1 bilhão em contratos
Após entrevista em que denunciou o vício causado por apostas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o governo está preparando uma medida provisória (MP) para proibir jogos online e restringir apostas esportivas. A iniciativa ganhou força com relatos de famílias afetadas e pressões de clubes que temem perdas financeiras.
Por que o governo quer proibir as bets
O presidente classificou as apostas como uma doença que induz inocentes ao vício, citando endividamento e conflitos familiares como consequências. A medida visa, segundo o governo, conter o aumento de jogos ilegais e ganhar apoio do público, sobretudo feminino, antes das eleições.
Impacto nos patrocínios dos clubes
Clubes como Flamengo, Corinthians, Palmeiras e São Paulo mantêm contratos de patrocínio superiores a R$ 100 milhões por ano com casas de apostas. A proibição poderia representar perda de cerca de R$ 1 bilhão em patrocínios, segundo cálculo divulgado.
Reação das casas de apostas e da mídia
Empresas do setor alegam que a proibição aumentaria o jogo ilegal e reduziria a arrecadação de impostos. Elas também consideram judicializar a MP. Veículos de comunicação que veiculam jogos de futebol, como a Globo, têm participação em casas de apostas e resistem à medida.
Ações judiciais e propostas legislativas
Após a morte de Rafael Borges, de 26 anos, vítima de vício em apostas, a deputada Dandara Tonantzin (PT-MG) protocolou o PL 3.613/26, conhecido como PL Rafael, que responsabiliza influenciadores e proíbe o modelo de revshare. O Ministério Público Federal abriu investigação criminal contra oito plataformas de apostas.
Consequências para a arrecadação do Estado
Até julho deste ano, o governo arrecadou cerca de R$ 10 bilhões em impostos provenientes de jogos online. A eventual proibição poderia reduzir esse fluxo, impactando as contas públicas.
Com informações de UOL, Agência Pública.
Fonte: UOL, Agência Pública