Gloria Steinem morre aos 92 anos e deixa legado feminista
A fundadora da revista Ms. faleceu em Nova York, cercada por quem a admirava

Gloria Steinem faleceu serenamente em sua casa em Nova York, cercada por pessoas que a amavam, na quarta-feira (2) de setembro de 2026. A notícia, divulgada pela própria fundação da escritora, gerou grande repercussão ao marcar o fim de uma vida dedicada ao feminismo e à igualdade de gênero.
O que a morte de Gloria Steinem representa para o movimento feminista
Steinem foi uma das principais figuras da segunda onda do feminismo, usando o jornalismo para trazer à tona temas como direitos reprodutivos, igualdade salarial e violência doméstica. Sua atuação ajudou a transformar o debate sobre “questões femininas” em pauta política e cultural nos Estados Unidos.
Contribuições jornalísticas e a criação da revista Ms.
Em 1971, ao lado de Dorothy Pitman Hughes, Steinem cofundou a revista Ms., a primeira grande publicação de propriedade e direção feminina. A revista abordou temas antes considerados tabus, como aborto, sexualidade e participação política das mulheres, influenciando gerações de leitoras e leitoras.
Organizações e iniciativas fundadas por Steinem
Além da Ms., Steinem ajudou a criar o National Women's Political Caucus, a Coalition of Labor Union Women, o Women's Media Center e a Ms. Foundation for Women. Ela também instituiu o Dia de Levar Nossas Filhas ao Trabalho, que se espalhou globalmente como forma de combater estereótipos de gênero.
Reconhecimento e legado internacional
Em 2013, o então presidente Barack Obama concedeu a Steinem a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta honraria civil dos Estados Unidos. Seu rosto e nome tornaram-se símbolos globais da luta pelos direitos das mulheres, inspirando filmes, documentários e peças de teatro que narram sua trajetória.
Como a memória de Steinem pode inspirar o Brasil
Embora sua atuação tenha sido centrada nos Estados Unidos, as causas defendidas por Steinem – igualdade salarial, combate à violência contra a mulher e direito ao aborto – são igualmente relevantes no contexto brasileiro. Organizações feministas no Brasil continuam a citar seu exemplo ao promover campanhas de conscientização e ao pressionar por mudanças legislativas.
Com informações de Folha de S.Paulo, CBN, CNN Brasil.
Fonte: Folha de S.Paulo, CBN, CNN Brasil
Entenda o tema
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