Família de desaparecida em terremoto de Cali pede continuidade das buscas
Após nove dias do sismo que atingiu o país, familiares de Nancy Stella López Ríos clamam por esperança e pela não interrupção dos trabalhos de resgate.
Em 18 de agosto de 2026, a família de Nancy Stella López Ríos vive a angústia de não ter notícias da mulher desde o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país em 10 de agosto. Ela estava no quarto piso do Hospital Universitario del Valle, em Cali, que sofreu um colapso parcial, e faz parte do grupo de pessoas oficialmente desaparecidas.
O drama de Nancy Stella e seu companheiro
Nancy Stella López Ríos migrou para Cali há alguns meses em busca de oportunidades de trabalho. No dia do sismo, ela acompanhava seu companheiro, José Guillermo Roncancio, que também não foi localizado, no quarto andar da estrutura hospitalar. A família, que reside em Sincelejo, mantém a esperança de encontrá-la com vida.
Impacto nacional do terremoto
As autoridades de gestão do risco reportam 289 pessoas falecidas, 4.187 feridas e 143 desaparecidas. Mais de 120.328 famílias foram registradas como desabrigadas. Segundo a Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD), a tragédia se estende a 450 municípios em 15 departamentos, o que representa cerca de um terço do país afetado.
Perdas econômicas e danos estruturais
O presidente da República, Abelardo de la Espriella, informou que as perdas físicas diretas em cinco departamentos – Chocó, Valle del Cauca, Risaralda, Quindío e Caldas – são estimadas em 24,5 bilhões em danos a edificações e 5,5 bilhões em infraestrutura, segundo cálculos de uma firma privada.
Além disso, a emergência causou a destruição de 26.945 residências e avarias em mais de 127.557, além de danos em 285 centros de saúde e mais de 2.838 estabelecimentos educacionais. Centenas de vias, pontes e outras infraestruturas essenciais também foram afetadas.
Apelo por continuidade nas buscas
Um dos filhos de Nancy Stella viajou para Cali para acompanhar de perto os trabalhos de resgate. Vanessa López, sobrinha da desaparecida, fez um apelo público às autoridades locais e nacionais, incluindo a Prefeitura de Cali e os entes encarregados, para que não suspendam os operativos de busca entre os escombros. Em entrevista à Blu Radio, ela declarou: “Respeitosamente lhe pedimos ao Governo em Cali, aos entes encarregados, à Prefeitura e aos resgatistas que não cessem os operativos de busca; ainda há possibilidades. Essas vidas das pessoas que estão entre os escombros importam. Detrás de quem permanece preso há uma família que nestes momentos vive episódios de angústia e muita ansiedade.”
As famílias dos desaparecidos suplicam que a maquinaria pesada não substitua o esforço humano até que se esgote a última possibilidade de resgate, enquanto as equipes de salvamento trabalham contra o relógio na remoção das estruturas colapsadas.
Com informações de El Tiempo.
Fonte: El Tiempo