EUA preparam planejamento militar para possível operação em Cuba
Reserva do Exército norte-americano estuda disponibilidade de forças de apoio e equipes médicas para o Comando Sul.
O Exército dos Estados Unidos iniciou o planejamento e a avaliação de disponibilidade de tropas para uma eventual operação militar relacionada a Cuba. A Reserva do Exército avalia o envio de forças policiais, equipes médicas e unidades de apoio ao Comando Sul em um prazo de 90 a 120 dias. A medida ocorre em meio ao aumento de pressões econômicas e declarações do presidente norte-americano Donald Trump sobre o futuro da ilha.
O planejamento de envio de tropas pela Reserva do Exército
De acordo com mensagens internas obtidas pela imprensa norte-americana, a chefia da Reserva do Exército solicitou que comandos subordinados informem a disponibilidade de unidades que ficariam sob a autoridade do Comando Sul dos Estados Unidos. Embora os documentos oficiais não citem Cuba expressamente, autoridades do governo confirmaram, sob condição de anonimato, que o pedido faz parte do planejamento militar contínuo voltado para o país caribenho. Até o momento, nenhuma ordem de envio foi emitida e o documento não detalha o local exato ou o tipo de operação que seria realizada.
A composição das forças militares em avaliação
A solicitação busca identificar a disponibilidade de seis tipos de formações militares para dar suporte às operações. Entre elas estão um batalhão de suporte logístico especializado em transporte, manutenção, combustível e suprimentos, além de um batalhão de engenharia e um comando de sustentação expedicionária. A lista também inclui uma brigada médica, equipes de cirurgia emergencial para atendimento de soldados feridos próximos às frentes de combate e uma brigada de Polícia Militar, frequentemente utilizada para segurança, detenção e policiamento.
As tensões diplomáticas e as declarações de Donald Trump
A movimentação militar acompanha o endurecimento do discurso de Donald Trump. Na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente dos Estados Unidos afirmou que Cuba é um "estado falido" que "irá cair", o que provocou a retirada da delegação cubana do plenário. Trump declarou que busca uma "mudança fundamental" na ilha e que o secretário de Estado, Marco Rubio, conduz negociações com Havana. Anteriormente, o presidente norte-americano chegou a mencionar que Cuba seria a "próxima" e que teria a "honra de tomar Cuba". Recentemente, contudo, Trump ponderou a jornalistas que não acredita na necessidade de uso de força militar e que espera fechar um acordo.
A reação do governo cubano e a defesa da ilha
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, prometeu contra-atacar qualquer investida militar norte-americana e acusou os Estados Unidos de agressão e de travarem uma "guerra econômica" ao bloquearem as importações de petróleo para a ilha. O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, reforçou que o governo de Washington nunca encontrará justificativas para um ataque militar contra um país vizinho de menor porte que não representa ameaça à sua segurança nacional. O chanceler também rejeitou a ideia de que a ilha teria o mesmo destino que a Venezuela.
Operações anteriores e a vigilância no Caribe
No início deste ano, as forças americanas realizaram operações de reconhecimento no fundo do mar e nas aproximações marítimas ao redor de Cuba. Componentes da força aérea dos Estados Unidos também foram colocados em estado de prontidão elevada para possíveis implantações, embora esses planos não tenham se concretizado. Adicionalmente, planejadores militares avaliaram opções que incluíam um ataque aéreo liderado pelo Exército envolvendo milhares de soldados da 101ª Divisão Aerotransportada.
Com informações de Euronews.com, CBS News, Inbox.eu.
Fonte: Euronews.com, CBS News, Inbox.eu