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Entenda a força G que arremessou passageiros em voo para Orlando

Relatório do Cenipa detalha picos de gravidade que desligaram piloto automático e deixaram feridos em viagem para os Estados Unidos.

Daniele Morais
22 de agosto de 2026 · 3 min de leitura
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Entenda a força G que arremessou passageiros em voo para Orlando
Imagem: "First Color Photograph of Earth from Space" by Dr. Otto Berg - U.S. Naval Research Laboratory is marked with CC0 1.0. To view the terms, visit https://creativecommons.org/publicdo

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) divulgou o relatório final sobre a turbulência severa enfrentada por um voo da Azul que ia de Campinas para Orlando. O documento detalha que a aeronave registrou picos de aceleração vertical de +1,78 G e -0,35 G, o que arremessou quatro passageiros que estavam sem cinto de segurança. O caso ocorreu sobre a Amazônia e resultou em ferimentos graves para uma das pessoas a bordo.

Como ocorreu o incidente sobre a Amazônia

Em 28 de novembro de 2022, o Airbus A330 decolou de Viracopos rumo a Orlando com 14 tripulantes e entre 193 e 197 passageiros. Quase três horas após a decolagem, a cerca de 11 quilômetros de altitude (38 mil pés) e a 215 milhas náuticas de Manaus, os pilotos identificaram nuvens de tempestade no radar. Eles realizaram um desvio na rota e acenderam o aviso de colocar os cintos de segurança. Apenas 40 segundos depois do alerta, o avião entrou em uma área de turbulência severa que durou 55 segundos.

A força de gravidade que atingiu a aeronave

Durante o evento de instabilidade, a aeronave sofreu movimentos bruscos de subida e descida provocados por correntes de ar. O gravador de dados registrou picos de aceleração vertical de +1,78 G e -0,35 G. Essa variação extrema de força G fez com que o piloto automático se desligasse sozinho devido aos limites do sistema terem sido excedidos. O comandante assumiu o controle manual e conseguiu estabilizar o avião, religando o piloto automático 45 segundos depois.

Os ferimentos sofridos pelos passageiros

Quatro passageiros que estavam sem o cinto de segurança foram arremessados de seus assentos. Uma passageira que ocupava a poltrona 25D sofreu lesões graves: ela foi projetada para cima, bateu no braço da poltrona e caiu no corredor, resultando em fraturas no punho direito e na vértebra lombar L2. Outros três passageiros tiveram ferimentos leves: um sofreu contusão no abdômen (assento 35C) e dois sofreram contusões na cabeça (assentos 26G e 28D), sendo que um deles chegou a bater no teto da cabine. Um médico ortopedista que viajava no voo prestou os primeiros socorros e o avião pousou normalmente em Orlando. Todos os tripulantes e passageiros que usavam cinto saíram ilesos.

O que diz a investigação do CENIPA

A investigação do CENIPA divulgada nesta sexta-feira (21) descartou qualquer falha mecânica no Airbus A330 ou erro operacional da tripulação. Testes no dia seguinte confirmaram que todos os equipamentos, incluindo o radar de bordo, funcionavam perfeitamente. O relatório explicou que o radar de bordo não detecta a turbulência diretamente, mas sim a água das nuvens. Como o topo das tempestades na Amazônia costuma ser feito de cristais de gelo, a reflexão é fraca, dificultando a visualização exata do perigo na tela.

Recomendações de segurança para os voos

O relatório do CENIPA trouxe recomendações para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) focadas na conscientização dos viajantes. O órgão orienta que as campanhas reforcem a importância de manter o cinto afivelado durante todo o tempo em que o passageiro estiver sentado, mesmo com o aviso luminoso apagado. O documento cita dados internacionais mostrando que, em 111 acidentes de turbulência analisados nos Estados Unidos, 123 pessoas tiveram lesões graves e apenas uma delas usava cinto de segurança no momento do ocorrido.

Com informações de A Crítica de Campo Grande, CNN Brasil.

Fonte: A Crítica de Campo Grande, CNN Brasil

#Turbulência#Azul#Cenipa#Segurança Aérea#Força G
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