Empresas de Proantioquia doam R$ 200 bilhões para reconstrução após.
A doação visa auxiliar na recuperação do país, que enfrenta uma emergência de grande magnitude após o sismo.
Em 18 de agosto de 2026, empresas que integram a Proantioquia, uma fundação empresarial, anunciaram a doação de R$ 200 bilhões de pesos para a reconstrução do país. O valor será destinado a auxiliar nas áreas afetadas pelo terremoto ocorrido em 10 de agosto.
O presidente Abelardo de la Espriella confirmou a notícia após conversar por telefone com Juan Carlos Mora, presidente da junta diretiva da fundação. De la Espriella divulgou a informação em sua conta no X, ressaltando a contribuição para atender a tragédia e a reconstrução nacional.
A magnitude da emergência
A doação ocorre em um cenário de grande emergência. Segundo Abelardo de la Espriella, a reconstrução das regiões atingidas pelo terremoto de 10 de agosto, que afetou com maior intensidade Chocó, Valle del Cauca, Risaralda, Quindío e Caldas, pode custar aproximadamente R$ 30 trilhões de pesos. Desse total, cerca de R$ 24,5 trilhões correspondem a perdas em edificações e R$ 5,5 trilhões a infraestrutura. O presidente enfatizou que este é um cálculo preliminar, sujeito a ajustes conforme a avaliação dos danos em cada região.
O “Plano Milagre de Reconstrução”
Para coordenar a fase de reconstrução, o presidente Abelardo de la Espriella designou o ministro de Vivienda, Jaime Andrés Beltrán, como responsável pelo “Plan Milagro de Reconstrucción”. Esta estratégia tem como objetivo integrar o Governo Nacional com construtoras, o setor financeiro, seguradoras, governadores e prefeitos das áreas afetadas. “Primeiro foi salvar vidas, agora devemos atender a quem perdeu tudo e começar a reconstrução”, afirmou De la Espriella.
Medidas de apoio e apelo ao setor privado
Entre as ações anunciadas para as famílias que perderam suas casas, estão subsídios de arrendamento, alívios no pagamento de serviços públicos e um programa de moradia nova e melhoria, denominado “Vivienda Milagro”. O presidente também fez um chamado aos construtores para se unirem aos projetos de moradia nas áreas atingidas e solicitou ao setor financeiro a redução das taxas de juros, visando facilitar a reconstrução ou aquisição de novas residências pelas famílias.
A Proantioquia e seu histórico
A Proantioquia agrupa diversas empresas do país, incluindo Grupo Argos, Grupo Bancolombia, Grupo Sura, Grupo Nutresa, Grupo Éxito, Celsia, ISA, Isagen, Postobón, Coltabaco, Fabricato e Renault-Sofasa, além de dezenas de outras de setores como construção, energia, finanças, indústria e serviços. A fundação tem um histórico de quase cinco décadas de atuação em iniciativas sociais e de desenvolvimento, como o apoio à construção do Aeroporto José María Córdova e os estudos para o Metro de Medellín nos anos 70, e a consolidação de entidades como Cornare e Inexmoda nos anos 80. Nos anos 90, participou da criação da Fundação Colfuturo e de organizações focadas no pós-conflito.
Um dos primeiros gestos concretos
A doação das empresas de Proantioquia representa um dos primeiros gestos concretos do setor privado antioquenho em direção ao fundo de reconstrução. O governo busca consolidar este fundo com recursos públicos, privados e de cooperação internacional.
Com informações de El Colombiano.
Fonte: El Colombiano