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Desenrola 3.0: governo compra dívidas e tenta aliviar famílias

Nova fase do programa visa reduzir superendividamento com leilão de carteiras

Daniele Morais
26 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
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Na sexta-feira (25), o governo federal anunciou o Desenrola 3.0, nova etapa do programa de renegociação de dívidas que passa a comprar carteiras de crédito dos bancos. A medida foi apresentada em São Paulo, poucos dias antes das eleições presidenciais.

Como funciona a compra de dívidas

Ao contrário das versões anteriores, o Estado deixará de atuar como mediador entre devedor e instituição financeira e passará a adquirir, em leilão, as carteiras de crédito com desconto. O governo estima que o deságio possa chegar a 90% e que o repasse desse desconto será feito às famílias para quitação ou parcelamento das dívidas.

Quem pode se beneficiar

O programa focará em dívidas de cartão de crédito (parcelada e rotativa) e em empréstimos pessoais sem consignação, com valores de até R$ 10 mil e atraso entre dois e quatro anos e meio. O Ministério da Fazenda poderá definir critérios adicionais de renda para a seleção dos beneficiários.

Impacto fiscal e orçamento

O Tesouro Nacional planeja desembolsar cerca de R$ 15 bilhões para adquirir um estoque de R$ 150 bilhões em débitos, o que representa um custo fiscal inferior ao valor total das dívidas graças ao deságio previsto. Segundo o ministro Bruno Moretti, não haverá aumento de despesa global; o recurso será realocado dentro do orçamento de 2027.

Cronograma e etapas do leilão

O primeiro leilão está previsto para novembro de 2026, com a compra sendo feita pelo Tesouro ou por instituição financeira federal. Os bancos deverão apresentar suas propostas em dezembro, as quais serão homologadas em janeiro; os contratos deverão ser assinados no mês seguinte e os descontos repassados aos devedores em fevereiro.

Diferenças em relação às versões anteriores

Nas fases anteriores, a renegociação era feita individualmente entre o devedor e o banco. Agora, o governo assume a compra das carteiras, eliminando a necessidade de que cada família procure a instituição financeira. Como destacou o presidente Lula, “As pessoas antes tinham que procurar um banco. Agora, o governo vai comprar a dívida das pessoas”.

Com informações de G1, VEJA, Folha de S.Paulo.

Fonte: G1, VEJA, Folha de S.Paulo

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