Colin Kaepernick relembra protesto e lança livro de memórias
Ex-jogador de futebol americano volta aos holofotes dez anos após o início do protesto que marcou a sua carreira.

Colin Kaepernick voltou aos holofotes ao conceder entrevistas para falar sobre o protesto que realizou dez anos atrás e sobre o lançamento de suas memórias, intituladas "The Perilous Fight", com lançamento marcado para o dia 15 de setembro. O ex-quarterback revelou os bastidores de como decidiu se ajoelhar durante o hino nacional em 2016 para protestar contra o racismo e a brutalidade policial, um ato que dividiu opiniões e impactou drasticamente sua carreira e finanças.
O início do protesto e a escolha do gesto
O protesto de Kaepernick começou em agosto de 2016, inicialmente sentado no banco durante o hino nacional antes de uma partida de pré-temporada. O ex-jogador estava se recuperando de cirurgias e usou o tempo livre para ler sobre a libertação negra, decidindo não ficar de pé para um país que oprime pessoas de cor. Antes de uma partida em setembro, ele e seu companheiro de equipe Eric Reid conversaram com um veterano do exército, e foi Reid quem sugeriu a ideia de se ajoelhar para demonstrar o protesto.
A reação e as consequências na carreira
A repercussão do gesto foi imediata, gerando reações divididas entre torcedores, políticos e atletas. Enquanto fãs queimavam camisas e figuras públicas criticavam a atitude, Kaepernick também enfrentou divisões entre jogadores da liga, incluindo discussões em um grupo de chat com atletas de todas as equipes. Em 2017, após a saída do San Francisco 49ers, o quarterback não encontrou mais espaço em nenhuma equipe, o que o levou a registrar uma reclamação formal contra a liga por conluio, acordo que acabou sendo encerrado em um acordo posterior.
A visão sobre a NFL e o trabalho atual
Atualmente com 38 anos e pai de uma menina de quatro anos, Kaepernick afirma que ainda não assistiu a nenhum jogo da NFL desde que foi afastado da liga e reforça que não pretende apoiar uma organização que considera estar o punindo e a outros atletas que protestaram. Para ele, ser pai aumentou a urgência e a responsabilidade de continuar o trabalho iniciado há uma década, garantindo que a luta pelos direitos da comunidade não seja vista como o fim da trajetória de quem decide protestar.
Com informações de NBC News, USA Today, The New York Times.
Fonte: NBC News, USA Today, The New York Times