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Cobertura do DIU hormonal para endometriose entra em vigor

Entenda a mudança regulatória, o funcionamento do dispositivo e as opções de tratamento para a doença

Daniele Morais
13 de outubro de 2026 · 2 min de leitura
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Cobertura do DIU hormonal para endometriose entra em vigor
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Em 1º de outubro, os planos de saúde passaram a ser obrigados a cobrir o DIU hormonal para mulheres com endometriose que não podem usar anticoncepcionais orais combinados ou que não se adaptam a eles. A medida, aprovada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar em 18 de setembro, trouxe maior acesso a um tratamento que reduz a inflamação e a dor.

Cobertura do DIU hormonal pelos planos de saúde

A exigência de cobertura surge como parte de uma nova forma de olhar para a doença, que vai além da cólica menstrual e pode gerar fadiga, alterações do sono e sofrimento emocional. A obrigatoriedade beneficia quem tem contraindicação ou dificuldade de aderir ao uso diário de pílulas.

Como funciona o DIU hormonal no tratamento da endometriose

O dispositivo libera hormônio que provoca atrofia do endométrio dentro e fora do útero, diminuindo o estímulo hormonal nas lesões e, consequentemente, a inflamação e a dor. Entre as vantagens citadas pela ginecologista Thaíssa Tinoco estão a ausência de rotina diária, a duração mínima de cinco anos e menor impacto na libido em comparação ao hormônio oral.

Sintomas e diagnóstico da endometriose

A doença ocorre quando o tecido endometrial se instala fora do útero, na cavidade pélvica, e reage ao ciclo hormonal mensal. Os sintomas variam e podem incluir cólica forte, dor no umbigo, dor lombar que irradia para as pernas, fadiga e alterações do sono. O diagnóstico atual é clínico, baseado na história da paciente, e não depende mais de cirurgia, embora a confirmação ainda demore cerca de dez anos em média no mundo.

Opções de tratamento além do DIU

O bloqueio hormonal pode ser oferecido por via oral ou anel vaginal. Para quem utiliza o SUS, o bloqueio oral é a alternativa mais comum. A cirurgia permanece indicada nos casos de falha do tratamento clínico, cistos ováricos volumosos, comprometimento de órgãos como intestino ou bexiga, ou infertilidade, após exclusão de outras causas.

Importância da escuta médica e mudança de hábitos

Segundo a médica, a escuta sensível é o principal ponto para identificar a doença, evitando a normalização da dor que costuma ser transmitida de geração em geração. Mudanças de hábitos – alimentação anti-inflamatória, atividade física regular e suplementação – são recomendadas como complemento ao bloqueio hormonal.

Casos como o de Maria, 14 anos, que sentiu dor no umbigo e nas pernas desde o primeiro ano de menstruação, mostram que o diagnóstico precoce ainda é raro. Ela precisou de tratamento oral para controlar sangramentos graves e, hoje, combina medicação para coagulação, nutrição e exercício. Já Rita de Cássia Siqueira, 44 anos, aguardou cerca de 25 anos para receber o diagnóstico; após cirurgia, relata não sentir mais as dores que antes limitavam sua rotina.

Com informações de A Gazeta.

Fonte: A Gazeta

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