Cerca de mil presos a menos terão liberdade antecipada
Decisão do secretário de Justiça reduz o número de solturas antecipadas após excluir condenados por estupro e crimes graves contra crianças.

Em 4 de agosto de 2026, o governo do Reino Unido anunciou que cerca de mil presos a menos terão direito à liberdade antecipada. A medida faz parte de um ajuste nas regras do programa de libertação antecipada, que agora exclui condenados por estupro, delitos graves contra crianças e atos de aliciamento.
Mudança no número de libertações antecipadas
O secretário de Justiça, Alex Norris, informou que 5.000 presos serão liberados ao longo de dez meses, a partir de outubro, em England e Wales. O plano original previa 6.000 libertações a partir de setembro, o que significa uma redução de aproximadamente mil casos.
Critérios de exclusão dos condenados
A exclusão abrange indivíduos condenados por estupro, crimes graves contra menores e aliciamento, conforme anunciado pelo primeiro-ministro. A decisão foi tomada para aliviar a superlotação nas prisões, após pressão de parlamentares, vítimas, ativistas e agentes penitenciários.
Reação das famílias das vítimas
Debbie Adlam, mãe da policial Andrew Harper, expressou que sua família está "pagando o preço" ao saber que os assassinos do filho permanecem elegíveis ao programa de libertação antecipada. Ela afirmou que a família sente que está sendo deixada de lado novamente e que ainda há respostas a serem encontradas.
Posicionamento do governo sobre segurança e apoio
Norris declarou que não seria possível ir além na restrição das libertações sem causar a quebra do sistema prisional, o que colocaria em risco a capacidade de prisão, de prisão de novos infratores e de funcionamento dos tribunais. O governo também anunciou medidas de supervisão comunitária mais rigorosas, incluindo monitoramento por GPS para agressores sexuais, e destinou 10 milhões de libras a um novo pacote de apoio às vítimas, com contato especializado e uma linha nacional de ajuda.
Planos de expansão e críticas políticas
O primeiro-ministro afirmou que serão construídos 14.000 novos lugares em prisões até 2031 e que o secretário de Justiça revisará sentenças indefinidas entre 2005 e 2012, além de avaliar a possibilidade de mais libertações antecipadas para mulheres, dada a menor periculosidade atribuída a elas. No entanto, o líder conservador Kemi Badenoch disse que ainda há criminosos violentos que sairão das prisões em outubro, reforçando a necessidade de ampliar vagas, alugar celas no exterior e deportar estrangeiros para reduzir a superlotação.
Com informações de The Guardian.
Fonte: The Guardian