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Caso Lulinha vira obstáculo para indicação de Jorge Messias ao STF

O advogado-geral da União enfrenta críticas internas após recusar contestação em inquérito que envolve o filho do presidente.

Daniele Morais
26 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
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Caso Lulinha vira obstáculo para indicação de Jorge Messias ao STF
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O advogado-geral da União, Jorge Messias, virou alvo de críticas internas que tentam desgastar sua possível indicação a uma vaga no Supremo Tribunal Federal. O motivo do desgaste é a atuação da Advocacia-Geral da União diante do chamado Caso Lulinha, que envolve investigações sobre o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O episódio gerou atritos entre a Polícia Federal e o tribunal, repercutindo diretamente sobre o nome de Messias.

O uso do Caso Lulinha contra a indicação ao STF

Jorge Messias passou a ser alvo de mensagens críticas em grupos de comunicação de servidores da própria Advocacia-Geral da União, da Polícia Federal e da magistratura. O principal conteúdo compartilhado é um vídeo que critica o ministro por não contestar decisões do relator do inquérito do INSS no Supremo Tribunal Federal, o ministro André Mendonça. Essa investigação foca em Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República, devido a relações com a lobista Roberta Luchsinger e com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes. O caso foi dividido em três novos inquéritos para apurar negociações sobre venda de cannabis medicinal ao governo.

A recusa da AGU ao pedido da Polícia Federal

O desgaste contra Messias aumentou após uma solicitação feita pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Ele pediu que a Advocacia-Geral da União avaliasse medidas para contestar ordens de André Mendonça. O ministro do STF exigiu que a corporação enviasse todas as peças das investigações da Operação Sem Desconto ao tribunal e comunicasse previamente qualquer afastamento ou substituição de delegados. Jorge Messias recusou o pedido por considerar a medida inadequada para a atuação da AGU em matéria criminal.

O atrito entre as instituições e a reação de ministros

A decisão de Messias desencadeou um embate entre o ministro André Mendonça e o diretor-geral da Polícia Federal. Esse cenário coincide com um período de reuniões do presidente Lula com os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino, que são contrários à indicação de Messias ao STF. Além disso, as articulações políticas e jantares informais no Palácio da Alvorada e em Brasília têm sido apontados como momentos de debate sobre o preenchimento de vagas nos tribunais e de desgaste de autoridades nas investigações.

Os riscos políticos apontados por aliados de Messias

Defensores do advogado-geral argumentam que aceitar o pedido da Polícia Federal poderia resultar em acusações de obstrução de Justiça contra o próprio Messias. Recentemente, foram reveladas relações da lobista envolvida no caso com o ex-chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro. Diante disso, aliados ressaltam que uma intervenção da AGU, que atua na defesa do presidente, poderia respingar diretamente em Lula, sob a acusação de interferência em um inquérito contra seu filho.

Com informações de Estadão, Gazeta do Povo.

Fonte: Estadão, Gazeta do Povo

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