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Calote de US$ 2,5 milhões atrasa pagamento da venda de JP Chermont

Clube árabe não quitou valor fixo da transferência, gerando tensão financeira no Santos

Daniele Morais
14 de outubro de 2026 · 2 min de leitura
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Calote de US$ 2,5 milhões atrasa pagamento da venda de JP Chermont
Imagem: "Football" by Phalinn Ooi is licensed under CC BY 2.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/.

O Santos ainda não recebeu o pagamento de US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 12,9 milhões) que o Sharjah FC deveria fazer pela compra do lateral-direito JP Chermont. O atraso tornou a negociação o assunto mais buscado na internet.

Por que o pagamento está em atraso

De acordo com a revista Placar, o clube dos Emirados Árabes Unidos solicitou um prazo maior para efetuar o depósito e pediu que o Santos não acionasse a Fifa. A diretoria santista atendeu ao pedido, acreditando que se tratava de um problema pontual de fluxo de caixa.

Consequências para o Santos

Sem o valor fixo da transferência, o Santos não teve a quantia prevista para reforçar o caixa. O presidente Marcelo Teixeira informou que parte dos direitos de imagem foi quitada com “outras receitas do clube”, mas ainda há um mês de direitos de imagem pendente com os jogadores.

Impacto no Coritiba

O Coritiba tem direito a 10 % da negociação, o que poderia render cerca de R$ 1,8 milhão quando a operação fosse concluída. O acordo entre Santos e Coritiba previa que o clube paranaense receberia a parte fixa apenas após 2029, mas o calote ao Santos aumenta a incerteza sobre essa futura receita.

Relação com as finanças do clube

Além do valor de Chermont, o Santos espera receber aproximadamente R$ 129,7 milhões de outras equipes nos próximos 12 meses, mas esses recursos ainda não estão disponíveis. A falta do pagamento do Sharjah eleva a pressão sobre o caixa, que já enfrenta quatro transfer bans e dívidas com ex-técnicos.

Perspectivas de solução

A diretoria santista prefere o diálogo e aguarda que o depósito seja realizado, possivelmente na próxima quarta-feira, conforme mencionado por Marcelo Teixeira. Caso o pagamento não ocorra, o clube não descarta recorrer à Fifa, mas mantém a prioridade de preservar o relacionamento com os investidores árabes.

Com informações de UOL, Gazeta Esportiva, UmDois Esportes.

Fonte: UOL, Gazeta Esportiva, UmDois Esportes

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