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Brian Logan responde dúvidas sobre o Fringe de Edimburgo

O crítico de humor fala sobre diversidade, custos e futuro do festival

Daniele Morais
4 de agosto de 2026 · 3 min de leitura
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Brian Logan responde dúvidas sobre o Fringe de Edimburgo
Imagem: "File:Peel Art Gallery, Museum and Archives Building (PAMA).jpg" by Peter K Burian is licensed under CC BY-SA 4.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org

Em 4 de agosto de 2026, o crítico de humor Brian Logan respondeu a perguntas enviadas por leitores sobre o Edinburgh Fringe. Ele abordou temas como diversidade, custos, formato dos shows e critérios de seleção, reforçando seu amor pelo festival.

Diversidade no palco e na plateia

Logan rejeita a ideia de que o Fringe seja um "posho fest". Ele reconhece que há muito trabalho a ser feito para garantir que mais pessoas possam participar, mas afirma que já existe grande diversidade entre artistas e espectadores. Segundo ele, quem passa um ou dois dias no festival não sai com a impressão de ver apenas gente de classe alta.

Custos e localização dos festivais

Ao ser questionado sobre a concentração de eventos – Festival, Fringe tradicional, Festival de comédia, Festival do Livro e Festival de TV – Logan concorda que a falta de espaços e de alojamento eleva os custos para artistas e público. Ele admite que a mudança de algum desses eventos para cidades como Manchester ou Bristol poderia ser sensata, mas ressalta que a mistura de diferentes artes cria a energia única do festival. Ele afirma ainda que a presença do Festival do Livro enriquece sua experiência como crítico de comédia.

Surpresa e inovação no humor

Logan reconhece que, após anos assistindo a comédias, alguns mecanismos básicos perdem o efeito de surpresa. No entanto, ele afirma que os melhores comediantes reinventam esses mecanismos, proporcionando surpresa e prazer ao público. Cita exemplos recentes do Fringe, como o show de Elouise Eftos sobre sensualidade e as apresentações de Jordan Brookes, campeão do Comedy Award. Apesar de raramente provocar risadas de barriga, ele ainda experimenta "wow" e prazer ao assistir e escrever sobre humor.

A presença do crítico influencia a performance?

Segundo Logan, ser reconhecido no público é raro. Quando acontece, ele descreve a situação como desconfortável, mas comenta que a maioria dos comediantes nem sabe quem ele é e foca no público em geral. Ele acredita que os artistas não buscam reconhecer críticos, mas sim entreter a plateia.

Critérios de escolha dos shows

Logan admite que não há uma metodologia rígida para selecionar os shows. Ele tenta não ser muito influenciado por relações públicas pagas, conversa com colegas, lê outras críticas e busca ver o maior número possível de atos novos. Equilibra isso com a demanda dos leitores por nomes conhecidos e produções que estejam em evidência. Também reconhece que, ao final do festival, sempre há arrependimentos por shows que não conseguiu assistir. Posters chamativos, como o de Tim Vine de 2006, já o influenciaram a assistir certos espetáculos, embora ele não considere os cartazes inúteis.

Fringe para crianças

Logan incentiva pais a levar seus filhos ao festival, dizendo que ele próprio costuma levar os filhos desde bebês. Ele destaca a abundância de shows voltados para crianças e a atmosfera de rua que estimula a imaginação dos pequenos. Para ele, o Fringe oferece um ambiente onde criatividade, carnaval e cor predominam, proporcionando uma experiência única para as crianças durante as três semanas do evento.

"The journey north to Scotland is not tedious, it is THE MOST JOYFUL JOURNEY A HUMAN BEING CAN MAKE."

Com informações de The Guardian.

Fonte: The Guardian

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