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Brasil repudia revogação de visto da embaixadora nos EUA

O governo acusa os EUA de violar a Convenção de Viena e de tentar interferir na eleição brasileira

Daniele Morais
4 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
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Brasil repudia revogação de visto da embaixadora nos EUA
Imagem: "File:Dáil Chamber.jpg" by AnCatDubh is licensed under CC BY-SA 3.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/.

Em 4 de agosto de 2026, o governo brasileiro repudiou a decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti, que atuava em Washington. A medida foi anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA na mesma data.

Revogação do visto da embaixadora

A embaixadora do Brasil nos EUA teve seu visto alterado, conforme comunicado oficial do Departamento de Estado. O governo brasileiro classificou as duas justificativas apresentadas pelos EUA como falsas.

Justificativa dos EUA

Os Estados Unidos alegaram que a revogação decorreu da demora do Brasil em responder à aprovação diplomática do indicado do governo Trump para assumir a embaixada dos EUA no Brasil.

Acusações de violação da Convenção de Viena

Segundo a nota da Secretaria de Comunicação da Presidência, a divulgação do nome do indicado antes da concessão da anuência do país anfitrião violou a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. O texto ressalta que a convenção não estabelece prazo para a concessão do agrément.

Interferência eleitoral apontada

O governo brasileiro também citou a negativa a dois funcionários dos EUA, alegando que a presença desses agentes teria como objetivo colocar em dúvida o sistema eleitoral brasileiro e interferir na próxima eleição para presidente.

Contexto de sanções e esforços diplomáticos

Foi lembrado que autoridades brasileiras ainda estão sob sanções da Lei Magnitsky, impostas pelos EUA em retaliação à condenação de Jair Bolsonaro por golpe de Estado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visitou Washington em maio, solicitou ao presidente Trump o levantamento das sanções individuais, destacando que o Brasil não poupou esforços para resolver as diferenças e que o episódio faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis motivadas por razões ideológicas incompatíveis com a parceria bilateral.

Com informações de Agência Brasil.

Fonte: Agência Brasil

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