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Ben Stokes fala sobre a relação entre álcool e o críquete: tradição, não

Capitão da Inglaterra afirma que o consumo de bebida está enraizado no esporte, mas nega que sua equipe tenha vício

Daniele Morais
4 de agosto de 2026 · 3 min de leitura
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Ben Stokes fala sobre a relação entre álcool e o críquete: tradição, não
Imagem: "Finish of St. Coca's 5KM Road Race and Fun Run 2014" by Peter Mooney is licensed under CC BY 2.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/licenses/by/2.0

Em entrevista concedida à BBC Sport, o capitão da seleção inglesa de críquete, Ben Stokes, abordou um tema que costuma gerar polêmica nos bastidores esportivos: o consumo de álcool dentro da cultura do críquete. Segundo o atleta, beber faz parte da tradição do esporte, mas ele deixou claro que não acredita que a equipe que comandou tenha um problema de dependência.

Um hábito histórico

O críquete, praticado principalmente nos países da Commonwealth, tem raízes que remontam ao século XIX, quando as partidas duravam dias e eram acompanhadas de momentos de confraternização. Naquela época, era comum que jogadores e espectadores compartilhassem bebidas alcoólicas nas pausas entre as sessões de jogo. Essa prática, ao longo das décadas, acabou se institucionalizando como um elemento cultural, ainda que de forma mais discreta nos dias atuais.

O ponto de vista de Stokes

Stokes reconheceu que, ao longo de sua carreira, presenciou situações em que a bebida estava presente nos vestiários, nos eventos de equipe e em celebrações após vitórias importantes. Contudo, ele ressaltou que, para ele, o álcool não se converteu em um fator de risco ou em um obstáculo ao rendimento da seleção inglesa. "Não vejo um problema de álcool dentro do grupo que eu liderei", afirmou o jogador, sem entrar em detalhes específicos sobre hábitos individuais.

Por que a questão ainda gera debate?

Apesar da tradição, o consumo de álcool no esporte tem sido alvo de críticas, principalmente quando há relatos de excessos que podem comprometer a saúde dos atletas ou a imagem das organizações. No críquete, casos de jogadores que enfrentaram problemas com a bebida já foram noticiados, o que alimenta a percepção de que o álcool pode ser um vilão oculto. Por isso, declarações como a de Stokes ganham relevância ao tentar equilibrar a memória cultural com a necessidade de responsabilidade.

Responsabilidade e prevenção

Mesmo que Stokes não identifique um problema de álcool entre seus colegas, ele reconheceu a importância de políticas de bem-estar dentro das equipes. A maioria das federações esportivas tem investido em programas de apoio psicológico e em orientações sobre consumo responsável de álcool. Esses esforços visam garantir que a tradição não se transforme em um hábito prejudicial, sobretudo em um ambiente de alta performance.

O que isso significa para o críquete inglês?

A postura de Stokes pode ser interpretada como um sinal de que a cultura de bebida no críquete está sendo reavaliada à luz das exigências contemporâneas de saúde e de conduta profissional. Ao afirmar que sua equipe não apresenta um problema de álcool, ele reforça a ideia de que a prática, quando moderada, pode coexistir com a disciplina esportiva. Ao mesmo tempo, abre espaço para que dirigentes e jogadores reflitam sobre como preservar as raízes do esporte sem comprometer o bem-estar dos atletas.

Em suma, a entrevista de Ben Stokes traz à tona um aspecto histórico do críquete que ainda persiste nos bastidores, ao mesmo tempo em que destaca a necessidade de vigilância e de apoio institucional. O debate continua, mas a mensagem central do capitão inglês é clara: o álcool faz parte da cultura do críquete, porém não precisa ser um problema para quem joga em alto nível.

Com informações de BBC Sport.

Fonte: BBC Sport

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