Antioquia decreta calamidade pública após terremoto
Medida foi oficializada em 21 de agosto de 2026 para atender os municípios atingidos
Em 21 de agosto de 2026, a região de Antioquia entrou oficialmente em uma nova fase de atendimento após o terremoto que atingiu o país no dia 10 de agosto. A medida de calamidade pública departamental foi aprovada para fortalecer a resposta institucional e iniciar ações de recuperação nos municípios que relataram danos.
Balanço dos danos causados pelo tremor
O levantamento consolidado apresenta uma ampla gama de danos estruturais na região. Foram contabilizadas 4.090 moradias afetadas, sendo que 33 delas colapsaram completamente. Além disso, a ocorrência atingiu 777 centros educativos, 30 centros hospitalares, 72 espaços religiosos, 17 vias ou pontes e 162 equipamentos não habitacionais.
Ações de recuperação de moradias
O governador Andrés Julián Rendón Cardona explicou que a declaração oficial estabelece o mecanismo jurídico necessário para gerir os recursos direcionados à recuperação. O principal objetivo é restabelecer as condições de habitabilidad das famílias atingidas. A administração iniciará a verificação de cada casa para definir quais podem continuar ocupadas e quais precisam de intervenção prévia.
Subsídios e auxílio humanitário
Como parte da resposta institucional, a administração departamental planeja disponibilizar 500 subsídios de aluguel temporário com duração de seis meses para os lares que não podem permanecer em suas moradias. Também está prevista a distribuição de kits de ajuda humanitária de emergência para as famílias identificadas com maiores necessidades nas avaliações municipais.
Saúde e plano de ação multissetorial
No setor da saúde, o plano prevê a recuperação dos centros de atendimento danificados e o fortalecimento do suporte à população, priorizando a saúde mental e o acompanhamento psicossocial. A estruturação conta com um Plano de Ação Específico que abrange 45 atividades articuladas em setores como educação, saúde, infraestrutura e habitação.
Água potável e infraestrutura viária
A gestão também focará na reparação de aquedutos, na substituição de infraestruturas colapsadas e na garantia de abastecimento alternativo contra riscos de desabastecimento. Igualmente, vias e pontes serão avaliadas e reparadas para recuperar a conectividade das localidades afetadas e facilitar o trânsito de bens e serviços.
Com informações de El Colombiano.
Fonte: El Colombiano