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Acordo dos bancários prevê aumento real para 2026 e 2027

Negociação entre Fenaban e trabalhadores garante reposição da inflação mais ganho real de 0,60% nos benefícios.

Daniele Morais
31 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
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Acordo dos bancários prevê aumento real para 2026 e 2027
Imagem: "world map 3D" by kcp4911 is licensed under CC BY 2.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/.

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e o Comando Nacional dos Bancários chegaram a uma proposta de acordo para o reajuste salarial da categoria em 2026 e 2027, após intensas rodadas de negociação. O texto final prevê a reposição integral da inflação medida pelo INPC acrescida de um ganho real de 0,60% para os salários e demais verbas econômicas. A decisão agora cabe aos trabalhadores, que vão deliberar sobre a proposta em assembleias agendadas para os dias 3 e 4 de setembro.

O impacto do reajuste nos salários e benefícios

A proposta apresentada pela Fenaban garante a reposição de 100% do INPC mais 0,60% de aumento real em 2026 e também em 2027. Esse percentual será aplicado sobre os salários, os vales refeição e alimentação, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e o auxílio-creche/babá. A negociação que resultou nesse acordo ocorreu após 13 rodadas de discussões, com a rejeição de propostas anteriores consideradas insuficientes pelos representantes dos trabalhadores.

Novas regras para o monitoramento digital e teletrabalho

Além do reajuste financeiro, a proposta traz novas regras para o ambiente de trabalho. No teletrabalho, foram definidos limites para o monitoramento digital, proibindo o uso de áudio ou vídeo para fiscalizar a jornada de trabalho. Os bancos também deverão informar os funcionários e sindicatos sobre os métodos de monitoramento em equipamentos profissionais, respeitando a privacidade dos bancários.

Direito à desconexão e combate ao assédio por clientes

O acordo amplia o direito à desconexão, estabelecendo que os trabalhadores sujeitos ao controle de horário não são obrigados a responder a mensagens, e-mails ou chamadas profissionais fora de sua jornada. Na área da saúde e segurança, o canal de combate ao assédio moral e sexual passará a receber denúncias de atos praticados por clientes contra os funcionários. Também haverá acompanhamento de riscos psicossociais relacionados à saúde do trabalhador, conforme a norma regulamentadora NR-1.

Indenização maior e apoio na demissão por fechamento de agências

Diante do fechamento de agências bancárias, a proposta estabelece medidas para encarecer as demissões. Ficou acordado um plano de recolocação profissional com o apoio de uma consultoria internacional, além de cursos de requalificação. Os trabalhadores demitidos nessas condições também receberão uma indenização adicional, além do valor já previsto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Entre janeiro de 2015 e maio de 2026, os maiores bancos fecharam 9,5 mil agências, sendo 669 apenas no primeiro semestre de 2026.

Próximos passos e definição do índice final

O índice definitivo do reajuste para 2026 só será conhecido após o dia 11 de setembro, data em que o INPC referente à data-base da categoria (1º de setembro) será divulgado oficialmente. Caso a proposta seja aprovada nas assembleias de 3 e 4 de setembro, também haverá o abono do dia de paralisação nacional ocorrido em 20 de agosto. As negociações específicas para os funcionários do Banco do Brasil e da Caixa continuam em andamento.

Com informações de Sindicato dos Bancários, Contec Brasil, Sindicato dos Bancários de Campinas e Região.

Fonte: Sindicato dos Bancários, Contec Brasil, Sindicato dos Bancários de Campinas e Região

#Bancários#Reajuste salarial#Fenaban#Convenção Coletiva#Direitos trabalhistas
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