A trajetória de Mamady Cissé e o suporte na adaptação no Brasil
Jovem da Guiné chegou ao clube sem falar português e agora busca novos objetivos
A chegada do jovem Mamady Cissé ao Brasil envolveu um processo intenso de adaptação acompanhado de perto pelo Atlético-MG, clube onde o atleta atua. Nascido na Guiné, o meia desembarcou no país sem falar português, contando com uma rede de apoio estruturada por tradutores, colegas de equipe e departamentos específicos da instituição.
A chegada ao aeroporto de Confins
Mamady Cissé desembarcou no aeroporto de Confins no dia oito de maio de 2025. O jovem viajou cerca de 36 horas com uma mala de mão e meio perdido, sendo aguardado pelo tradutor e professor de francês Benjamin Lelaidier e por funcionários das categorias de base do clube.
O suporte na rotina e a aprendizagem do idioma
Sem falar uma palavra em português, Cissé recebeu acompanhamento diário nos primeiros meses. O tradutor Lelaidier esteve na cola do jogador para auxiliar em tarefas básicas, idas a treinos e aulas de português. Posteriormente, o clube buscou professores particulares e criou brincadeiras diárias para incentivar o domínio do idioma.
Apoio dos companheiros de equipe
No sub-20, o grupo procurou inserir Cissé na rotina fora dos gramados. O meia Pedrinho foi quem ficou mais próximo do companheiro, levando-o para conhecer lugares em Belo Horizonte, como shoppings, a Lagoa da Pampulha e a casa de sua família para comer feijoada e jogar videogame.
O papel do Player Care e da assistência social
O suporte ao atleta conta com a atuação da assistência social e do Player Care, setor responsável por auxiliar na adaptação, suporte à família e moradia. Quando Cissé decidiu morar sozinho após residir na Cidade do Galo, esses departamentos auxiliaram na busca pelo apartamento e em treinamentos práticos de organização doméstica e culinária.
Desempenho em campo e cartões amarelos
Cissé disputou 21 jogos, marcou um gol e assinou contrato válido até 2030, além de receber sondagens do futebol europeu. Na temporada de 2026, o atleta também apareceu em rankings de advertências da equipe, acumulando três cartões amarelos ao longo de 26 jogos disputados no ano.
Com informações de ge, Terra.
Fonte: ge, Terra