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50 anos de "a noite dos lápis" trazem debate à La Plata

Comemoração do fim de duas décadas de repressão desperta mobilizações estudantis e políticos

Daniele Morais
16 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
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50 anos de "a noite dos lápis" trazem debate à La Plata
Imagem: "My microscope" by Picturepest is licensed under CC BY 2.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/.

A lembrança dos 50 anos da "noite dos lápis" em La Plata tem reacendido debates sobre memória e justiça, provocando mobilizações estudantis e tensões dentro do peronismo. O evento, que marca meio século desde a invasão de estudantes pelos militares em 1976, trouxe à tona o legado de violência do regime e a necessidade de preservar a memória das vítimas.

Memória dos sobreviventes recebe reconhecimento acadêmico

Em 2024, a Universidade Nacional de La Plata concedeu diplomas honoris causa a três sobreviventes da operação – Emilse Moler, Gustavo Calotti e Pablo Díaz – e a familiares de estudantes desaparecidos. O reconhecimento foi parte de um esforço para reconstituir a história e lembrar que seis dos dez estudantes ainda são desaparecidos.

Mobilização estudantil e conflito interno peronista

Durante a marcha de 16 de setembro, a Federação de Estudantes Secundários (FES) e o Movimento Democrático de Frente (MDF) coordenaram suas participações, mas divergências surgiram quando o governo de Axel Kicillof não ofereceu transporte para os estudantes. A FES exigiu que cada organização arranjo seu próprio traslado, enquanto o governo ofereceu apoio logístico limitado.

Presença de autoridades e discurso de inclusão

O governador Kicillof compareceu à marcha, acompanhando a vicegobernadora Verónica Magario e outros ministros. Ele homenageou Moler, Calotti e a professora Estela de Carlotto, enfatizando que a memória deve ser preservada e que a educação continua com a garantia do boleto estudantil.

Desdobramentos políticos e culturais

A marcha também contou com a participação de figuras do kirchnerismo, como o senador Eduardo "Wado" de Pedro e a deputada Lucía Cámpora. A presença de artistas e a exibição de filmes como a obra de Héctor Olivera ajudaram a contextualizar a história para a juventude atual.

Desafios persistentes e a busca por justiça

Apesar de avanços, ainda há dúvidas sobre o destino final dos seis estudantes desaparecidos. A falta de informações e o silêncio de potenciais testemunhas continuam a dificultar a conclusão de investigações. O governo de Misiones, por exemplo, organizou o Festival Juvenil de Memória e Direitos, reforçando a importância de envolver jovens na preservação da democracia.

Com informações de EL PAÍS, Infobae, Revista Códigos.

Fonte: EL PAÍS, Infobae, Revista Códigos

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