Verônica Costa, ex-vereadora, considerada foragida
Mandado de prisão expediu e buscas continuam

O mandado de prisão contra Verônica Costa, ex-vereadora do Rio e empresária conhecida como Mãe Loira do Funk, foi expedido na terça-feira (22). A decisão segue o esgotamento dos recursos apresentados pela defesa nos tribunais superiores, encerrando a tramitação do caso nas cortes superiores.
Condenação por tortura do ex-marido
Verônica Costa foi condenada em 2023 a 10 anos e 8 meses de prisão em regime inicialmente fechado por torturar o ex-marido Márcio Costa. A acusação baseou-se em relatos de que o homem foi mantido em cárcere privado, amarrado, amordaçado e submetido a agressões físicas e psicológicas, incluindo a aplicação de inseticida em seu rosto e a ameaça de incendiá-lo com gasolina.
Busca pela condenada e abandono de animais
Durante a diligência da Polícia Civil, realizada na quarta-feira (23), na casa de Verônica na Barra da Tijuca, a empresária não foi encontrada. O apartamento estava vazio e dois cachorros foram encontrados abandonados no local. Até o momento, a ex-vereadora não se entregou à Justiça.
Penas de parentes também mantidas
Quatro parentes de Verônica também foram condenados no mesmo processo. O irmão, Bruno Chaves Ribeiro, recebeu 10 anos e 8 meses de prisão; a irmã, Tatiane Chaves Ribeiro, o marido de Tatiane, Bruno Marcelo Bahia Marques, e o padrasto, Sebastião de Oliveira Evangelista, foram condenados a 10 anos de reclusão cada um. Nenhum deles está preso.
Reação da defesa de Márcio Costa
A defesa de Márcio Costa, representada por Leandro Bessa, descreveu o mandado de prisão como a “cristalização da justiça”. Bessa afirmou que o ex-marido foi vítima de tortura, incluindo ser encharcado com combustível e ameaçado de ser incendiado. Ele alegou que a defesa do acusado considerava o crime cometido contra Márcio como bárbaro e que o mandado de prisão era motivo de comemoração pela justiça.
Próximos passos
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou recursos da condenação, e o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve as decisões anteriores. A Polícia Civil continua realizando buscas para localizar a condenada e cumprir a determinação judicial.
Com informações de G1, Folha de S.Paulo, VEJA.
Fonte: G1, Folha de S.Paulo, VEJA