USS Abraham Lincoln enfrenta crise de saúde mental e condições a bordo
Famílias e parlamentares cobram respostas diante relatos de tentativas de salto ao mar

O porta-aviões USS Abraham Lincoln está em sua nona missão contínua no mar, com mais de 250 dias sem atracar. Durante esse período, relatos de falta de água potável, suprimentos escassos e tentativas de tripulantes de saltar ao mar vieram à tona, levantando preocupações sobre a saúde mental da equipe.
Condições a bordo do USS Abraham Lincoln
Com cerca de 5.000 marinheiros e fuzileiros navais a bordo, a embarcação tem enfrentado escassez de suprimentos básicos, contaminação da água, problemas de encanamento e interrupções no sistema de correio que atrasam pacotes de apoio por meses. Famílias relataram “moldy showers, broken toilets, no hot water for weeks, meals that came down to half a cup of rice and two tortillas”, segundo declarações de representantes democratas.
Incidentes de salto ao mar
Vários relatos indicam que marinheiros tentaram pular ao mar. Uma fonte informou que um marinheiro foi resgatado após cair ao mar no mês passado, sendo rapidamente avaliado por profissionais médicos. Outras entrevistas apontam para múltiplas tentativas, incluindo um caso em que um tripulante impediu outro de saltar, segurando-o de volta ao convés.
Reação do Congresso e da Marinha
Deputados democratas, entre eles o senador Richard Blumenthal e o representante Mike Levin, enviaram cartas ao secretário de Defesa e ao secretário interino da Marinha exigindo respostas. Em um encontro em San Diego, cerca de 200 familiares expressaram suas preocupações diretamente ao secretário interino da Marinha, Hung Cao, e a outros oficiais. O vice-almirante Joseph Cahill reconheceu o desgaste e afirmou que “ouvimos vocês alto e claro”.
Impactos na saúde mental dos tripulantes
Famílias relataram mensagens de marinheiros que temiam não acordar no dia seguinte, indicando um aumento de ansiedade e depressão. Apesar das alegações, a Marinha declarou que não observou aumento de ideação suicida ou tentativas confirmadas a bordo. No entanto, as entrevistas com familiares e a cobertura da mídia apontam para um clima de “exaurimento e moral em declínio”.
Próximos passos e expectativas
O senador Blumenthal destacou a necessidade de explicações sobre como as missões prolongadas podem evitar uma crise de prontidão futura. Enquanto isso, o Congresso promete investigar as condições a bordo e a Marinha afirma que profissionais religiosos, médicos e de saúde mental permanecem disponíveis para atender a demandas emergentes. Ainda não há previsão pública de quando o porta-aviões retornará ao porto, pois informações operacionais permanecem confidenciais.
Com informações de CNN, TODAY.com, The Guardian.
Fonte: CNN, TODAY.com, The Guardian