UE pede ação conjunta após crise migratória em Ceuta
Com mais de 69 mil migrantes devolvidos, a Comissão Europeia cobra medidas

Em 3 de agosto de 2026, a chegada de dezenas de milhares de migrantes do Marrocos à enclave espanhola de Ceuta provocou uma situação caótica que mobilizou autoridades da União Europeia.
Crise migratória em Ceuta
Segundo estimativas da Espanha, cerca de 69.500 migrantes já foram devolvidos ao Marrocos, ultrapassando a projeção inicial de 50 mil. O número oficial de mortos no lado espanhol da fronteira chegou a 72, com 11 óbitos registrados no lado marroquino.
Reação da Comissão Europeia
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, enviou carta ao primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez elogiando sua "swift handling" da crise, mas enfatizou que "From this incident, it is clear that we must do more to further strengthen our borders at critical points". Ela alertou que a proteção das fronteiras externas é responsabilidade compartilhada e pediu monitoramento vigilante e uso de barreiras físicas quando necessário.
Medidas adotadas por Itália e outros países
Em resposta ao episódio de Ceuta, a Itália suspendeu temporariamente o acordo Schengen com a Espanha. O acordo Schengen elimina checagens de fronteira e abrange mais de 450 milhões de pessoas em 29 países europeus. Finlândia e Dinamarca apoiaram a medida italiana, enquanto o primeiro-ministro tcheco Andrej Babiš solicitou a suspensão temporária da participação da Espanha no Schengen.
Posição do governo espanhol
Pedro Sánchez manifestou "serious concerns" acerca de alguns governos europeus e ressaltou que Ceuta não integra a área Schengen. Ele acusou alguns países de atacar a Espanha motivados por "prejudice, fake news, ignorance, or political interest". O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, informou que a situação quase retornou ao normal e que está sendo desenvolvido um obstáculo inflável para impedir migrações ilegais por via marítima.
Próximos passos da UE
Na videoconferência de emergência marcada para a terça-feira, ministros do interior da UE discutirão lições da crise. Von der Leyen pediu “a common European response, united action and solidarity” e solicitou que a União "double down" em cinco áreas: prevenção da migração irregular em cooperação com estados parceiros, fortalecimento das fronteiras externas, implementação de sistemas de alerta precoce, desmantelamento de redes de tráfico e reforço dos retornos.
Com informações de BBC News.
Fonte: BBC News