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Terremotos na Venezuela deixam milhares de mortos e afetam escolas

Abalos sísmicos de magnitude 7,2 e 7,5 provocam mais de duas mil réplicas e mobilizam debates sobre estruturas.

Daniele Morais
15 de setembro de 2026 · 3 min de leitura
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Terremotos na Venezuela deixam milhares de mortos e afetam escolas
Imagem: "Sismos Venezuela Earthquake Venezuela" by Telenord is licensed under CC BY 4.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/.

Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 registrados na Venezuela deixaram mais de 6.500 mortos e provocaram o desabamento de centenas de edifícios, colocando os impactos sísmicos em evidência. O desastre causou mais de 2.000 réplicas e comprometeu severamente cidades costeiras. Em paralelo, dados sobre a resposta mecânica de construções diante de tremores mostram como a interação com o solo afeta a estabilidade das estruturas.

Impactos dos sismos devastadores na Venezuela

Os tremores ocorreram em 24 de junho e atingiram com grande força o estado costeiro de La Guaira, um balneário localizado a cerca de 40 km de Caracas. O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, havia informado anteriormente que o número de mortes superava 4.300, total que posteriormente ultrapassou 6.500 vítimas fatais confirmadas.

Além dos desabamentos de centenas de prédios residenciais e comerciais, a região litorânea continuou submetida a uma intensa sequência de tremores secundários. Mais de 2.000 réplicas foram contabilizadas desde o evento principal, prolongando a apreensão dos moradores e retardando a normalização dos serviços básicos.

A rotina escolar afetada por tremores e réplicas

A retomada das aulas no país tem sido marcada pelo esvaziamento das salas e pelo temor de novos desabamentos. Na Unidade Educacional Diocesana João Paulo II, em La Guaira, que possui capacidade para 800 estudantes, pouco mais de 300 haviam se matriculado, e apenas sete compareceram às atividades em determinado dia de aula.

O diretor da unidade, Marco Antonio Espinoza, declarou que o retorno precisa ocorrer de forma progressiva e segura, com atenção ao aspecto socioemocional de estudantes e funcionários diante do medo gerado pelas mais de 2.000 réplicas. A professora Yanet Domínguez, de 60 anos, explicou que a estrutura predial permaneceu sólida e passou por melhorias, pedindo que as famílias não tenham receio. O engenheiro industrial Amni Núñez, de 40 anos, também optou por enviar os dois filhos de volta à escola, afirmando que as crianças precisam entender que a vida continua. Segundo a presidente interina, Delcy Rodríguez, mais de 6 milhões de estudantes retomaram as aulas nacionalmente.

Estruturas escolares transformadas em abrigos

O impacto físico dos terremotos atingiu com força os prédios educativos em diversas cidades. Cerca de 60 escolas foram transformadas em abrigos improvisados para acolher as milhares de pessoas que perderam suas residências.

Dados oficiais apontam que 80 colégios sofreram danos estruturais e outros 900 foram afetados em diferentes níveis em todo o território nacional. Em decorrência dessa situação, a frequência escolar segue reduzida nos locais mais devastados.

Como o solo influencia o impacto das vibrações

O efeito de terremotos sobre edificações depende diretamente do terreno sobre o qual as bases estão assentadas. De acordo com a Universidade de Pisa, a presença de solo argiloso e compressível funciona como um amortecedor natural contra vibrações sísmicas intensas, alterando a dinâmica das forças mecânicas.

Essa flexibilidade do terreno eleva o período vibratório natural da construção, com registros indicando variação de 0,35 para mais de 1 segundo. Com isso, a ressonância destrutiva é atenuada e as tensões nos pilares são reduzidas, impedindo colapsos imediatos. O monitoramento de longo prazo na Torre de Pisa revelou que esse comportamento geológico conteve danos em múltiplos tremores históricos, registrando também uma diminuição de 4 centímetros em sua inclinação ao longo dos últimos 20 anos.

Com informações de Correio Braziliense, SpaceMoney, Olhar Digital.

Fonte: Correio Braziliense, SpaceMoney, Olhar Digital

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