Terremoto de magnitude 7,4 sacode Chocó e alerta a Colômbia
Sismo de magnitude 7,4 registrado em 10 de agosto de 2026 traz à tona as áreas de maior vulnerabilidade sísmica do país

Na manhã de 10 de agosto de 2026, um terremoto de magnitude 7,4 foi registrado pelo Serviço Geológico Colombiano (SGC) com epicentro em San José del Palmar, no departamento de Chocó, a 96 km de profundidade. O sismo, um dos mais fortes da última década no país, desencadeou mais de trinta réplicas ao longo da tarde.
Detalhes do sismo de 7,4 em san josé del palmar
O evento ocorreu às 7:34 a.m. e gerou réplicas com magnitudes entre 1,4 e 4,8, todas a profundidades inferiores a 100 km. As réplicas foram sentidas tanto na área do epicentro quanto no município de Sipí, também em Chocó. O SGC classificou o tremor como parte da atividade tectônica habitual da região.
Zonas de maior ameaça sísmica segundo o sgc
Os mapas de ameaça sísmica do SGC apontam que a maior vulnerabilidade está concentrada na região Pacífica, no Eje Cafetero e em trechos da Cordilheira Oriental. Entre as cidades mais expostas estão Cali, Pasto, Popayán, Pereira, Manizales, Armenia, Bucaramanga e Cúcuta. A ameaça se estende ainda a áreas de Chocó, Cauca, Valle del Cauca, Nariño, Santander e Norte de Santander, além de partes do occidente de Antioquia e do piedemonte llanero. Em nível intermediário, incluem-se Bogotá, Medellín, Ibagué, Tunja e Neiva.
O ninho sísmico de bucaramanga
Segundo o Idiger, a zona que concentra atividade sísmica significativa é o chamado “Nido sísmico de Bucaramanga”, cujos epicentros se localizam principalmente na Mesa de Los Santos, em Santander. O órgão descreve essa área como “una de las zonas con mayor concentración de eventos sísmicos en Colombia”.
Histórico de grandes terremotos no país
- Altamira, Huila – 16 de novembro de 1827, magnitude 7,1 (Mw)
- Costa Pacífica – 31 de janeiro de 1906, magnitude 8,8 (Mw)
- Murindó, Antioquia – 18 de outubro de 1992, magnitude 7,1 (Mw)
- Eje Cafetero – 25 de janeiro de 1999, magnitude 6,1
Esses registros, que remontam ao século XVII, demonstram que diferentes regiões da Colômbia já vivenciaram sismos de intensidades consideráveis.
Níveis de ameaça e medidas de mitigação
O território colombiano apresenta três níveis de ameaça sísmica – alta, intermediária e baixa – e cerca de 83 % da população nacional está situada em áreas de ameaça intermediária ou alta. O Idiger afirma que “El riesgo sísmico no se puede eliminar, pero sí se puede modificar o reducir implementando medidas de prevención y de mitigación sobre los elementos expuestos”. A estratégia de gestão de risco foca em construções sismorresistentes, simulacros, planos de emergência e outras medidas de preparação, buscando reduzir os possíveis impactos econômicos e sociais de futuros terremotos.
Com informações de El Colombiano.
Fonte: El Colombiano