Terremoto de 10 de agosto sacode Cali e deixa dezenas de edifícios desabados
Mais de 26 prédios colapsaram e autoridades mobilizam equipes de resgate

Na manhã de 10 de agosto de 2026, às 7h34, a cidade de Cali foi surpreendida por um terremoto que fez a terra tremer e provocou o colapso de dezenas de construções. A sacudida transformou o cotidiano da população em uma situação de emergência, com prédios desabando e hospitais em risco.
O terremoto que sacudiu Cali
A primeira sensação foi o balanço da lâmpada no teto, que desenhava sombras nas paredes enquanto a terra continuava a se mover. A narradora, que estava em seu quarto, descreveu o medo ao ver uma parede do seu apartamento de cinco andares desabar. Em poucos segundos, o chão deixou de ser firme e tudo ao redor começou a cair.
Desabamentos e números preliminares
O prefeito Alejandro Eder confirmou que mais de 26 edifícios haviam colapsado em Cali. Ele informou que equipes de resgate foram identificadas em 10 desses locais e que 16 equipes de avaliação foram formadas, com apoio de Bogotá e Medellín. O governador Dilian Francisca Toro acrescentou que, em municípios vizinhos, três crianças perderam a vida em Calima El Darién e outra em Yumbo, totalizando quatro crianças mortas.
Resposta das autoridades e ações de socorro
As autoridades pediram que a população permanecesse em casa para manter as vias livres e anunciaram a chegada de água, luvas de construção, óculos de segurança e colchonetes. Um ponto de acúmulo foi aberto na plazoleta Jairo Varela, ao norte da cidade. No Hospital Universitário do Valle (HUV), uma ala desabou, deixando cinco pacientes presos sob os escombros. O exército e os bombeiros atuam na evacuação desses pacientes da unidade de cuidados intensivos.
Impacto nas famílias e hospitais
Várias famílias foram diretamente afetadas: a família do repórter gráfico Juan Pablo Rueda perdeu a casa, e a vizinha Mercedes Araújo ficou impossibilitada de sair do apartamento porque a irmã depende de oxigênio conectado à energia elétrica. Em bairros como La Flora, Prados del Norte e Vipasa, a falta de energia se estendeu, gerando preocupação sobre o tempo de duração das baterias de reserva.
Situação de energia e necessidades emergenciais
Além dos desabamentos, a infraestrutura da cidade sofreu danos graves. Em El Cairo, cerca de 80% das construções foram destruídas, incluindo o hospital de El Águila. Em Zarzal, o hospital local colapsou, enquanto em Cartago foram evacuados pacientes sem registro de mortes. Em Buenaventura, o cais de Juanchaco e duas pontes desabaram, ampliando a extensão da tragédia.
O gerente do HUV, Irne Torres Castro, fez um apelo à comunidade: “Hemos tenido que evacuar el 100 por ciento de los pacientes a los jardines del hospital. Tenemos unos pacientes todavía atrapados. Estamos haciendo un cálculo de los posibles fallecidos. Queremos hacer un llamado a la comunidad y a las instituciones de socorro para que no traigan pacientes al hospital en este momento, porque tenemos un drama propio con los pacientes de acá del hospital y no tendríamos cómo responder al llamado o a la atención de esos pacientes”.
Enquanto os escombros são removidos e os sobreviventes carregam o peso da memória, o eco daquela manhã de agosto permanece como lembrança de como a terra pode mudar subitamente sob os pés de uma cidade.
Com informações de El Tiempo.
Fonte: El Tiempo