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Tempestade expõe restos do navio Warren Sawyer em Nantucket

A erosão trouxe à tona suspeita de fragmentos de uma escuna de madeira de 140 anos

Daniele Morais
30 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
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Uma forte tempestade que atingiu a costa leste dos Estados Unidos revelou na praia de Nantucket, em Massachusetts, restos de madeira que podem pertencer a um navio que naufragou há mais de 140 anos. A suspeita é de que as peças sejam do Warren Sawyer, escuna de três mastros que encalhou em 22 de dezembro de 1884.

O que expôs a tempestade

Os fragmentos foram encontrados no sábado (26), na costa sul da ilha, depois que a tempestade provocou erosão na faixa de areia. A estrutura apareceu em uma região onde restos de um antigo naufrágio já haviam sido encontrados anteriormente.

Confirmação ainda em espera

O caso, porém, ainda não foi confirmado oficialmente. Especialistas em arqueologia marítima devem analisar os destroços para determinar de qual embarcação eles vieram. O Egan Maritime Institute, que preserva a história marítima de Nantucket, enviou um especialista ao local e planeja produzir um relatório que será encaminhado aos arqueólogos do estado.

Histórico do Warren Sawyer

  • Escuna de madeira de três mastros
  • Viajava entre Nova Orleans e Boston quando naufragou
  • Encala em 22 de dezembro de 1884 durante uma tempestade
  • Transportava 1.115 fardos de algodão e 28 toneladas de sucata de metal
  • Capitão e sete tripulantes foram resgatados
  • Restos já foram encontrados em 2022 e 2023, mas cobertos pela areia novamente

Relevância da descoberta

Nantucket é conhecida como um dos “cemitérios do Atlântico”. Estima-se que existam mais de 750 naufrágios nas águas ao redor da ilha. A nova exposição de fragmentos reforça a importância da região como sítio arqueológico marítimo e a necessidade de preservar os restos encontrados, conforme a legislação estadual que proíbe retirar, danificar ou deslocar recursos arqueológicos subaquáticos.

Reação da comunidade

Jason Graziadei, editor-chefe do jornal local Nantucket Current, foi uma das pessoas que registraram os restos expostos pela tempestade. “É incrível pensar que, depois de mais de 100 anos, isso ainda está aqui”, disse Graziadei à NBC News. O diretor do Conselho de Recursos Arqueológicos Subaquáticos do estado, David Robinson, observou que as primeiras imagens indicam semelhanças entre os novos destroços e os restos analisados em 2022.

Com informações de G1, Olhar Digital.

Fonte: G1, Olhar Digital

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