Senado articula votação da PEC do fim da escala 6x1
Proposta que reduz a jornada de trabalho ganha força no Congresso e gera divergências políticas.

O debate sobre o fim da escala 6x1 está em alta após a movimentação do Senado para votar a Proposta de Emenda à Constituição durante o esforço concentrado. A proposta que altera a jornada de trabalho e garante dois dias de descanso gera embates entre aliados do governo e a oposição.
A posição do governo e o avanço da proposta
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido publicamente a aprovação da proposta e classificou o modelo atual como uma jornada escrava de trabalho. A medida reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de repouso remunerado e proíbe qualquer redução salarial de forma gradual.
O relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça, senador Omar Aziz, afirmou que pretende divulgar um parecer favorável para acelerar a tramitação. A intenção é que o texto seja votado tanto na comissão quanto no plenário do Senado.
A estratégia da oposição no Senado
A coordenação da campanha do senador Flávio Bolsonaro tenta evitar a votação da medida e exige o cumprimento rigoroso do regimento interno. Aliados argumentam que a discussão deveria ocorrer apenas após as eleições presidenciais.
Senadores da oposição também apresentaram emendas para alterar pontos do texto, como estender o prazo de transição ou permitir a manutenção de regimes de 44 horas semanais por meio de acordo coletivo.
Reunião entre chefes dos Poderes
Para discutir o calendário de votações, o presidente Lula se reunirá com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. O encontro busca alinhar as prioridades legislativas previstas para a próxima semana no Congresso Nacional.
Com informações de G1, Partido dos Trabalhadores.
Fonte: G1, Partido dos Trabalhadores