Roque Santeiro volta à TV após 40 anos
A novela clássica de Dias Gomes retorna à grade em homenagem ao Jubileu de Esmeralda

A Globo vai reprisar a novela "Roque Santeiro" nas tardes a partir de 5 de outubro, logo após "Além do Tempo", em celebração ao Jubileu de Esmeralda que marca 40 anos desde a estreia original em 1985.
O que mudou na trama em 40 anos
O enredo acompanha Roque Santeiro, artesão de santos que seria morto defendendo a cidade fictícia de Asa Branca. A lenda o transforma em mártir e santo popular, gerando economia, turismo e poder político. Quando Roque, interpretado por José Wilker, reaparece vivo 17 anos depois, ele ameaça a estrutura de poder construída em torno da sua imagem.
Personagens que marcaram gerações
Entre os atores que protagonizaram a história, destacam-se Regina Duarte como Viúva Porcina, Lima Duarte como Sinhozinho Malta, e Ary Fontoura como prefeito Florindo Abelha. A trama também contou com a participação de Fábio Jr., Lucinha Lins, Cássia Kis e Eloísa Mafalda.
História de censura e sucesso
Em 1975, a primeira versão de "Roque Santeiro" foi proibida pela censura militar, mesmo após quase 30 capítulos gravados. Dez anos depois, em regime civil, a novela foi exibida em 1985 e tornou-se um dos maiores sucessos da Globo, atingindo média de 80% de audiência.
Reexibições e plataformas atuais
- Reprise na "Sessão Aventura" (1991)
- Reprise no "Vale a Pena Ver de Novo" (2000)
- Reprise no canal Viva (2011 e 2024)
- Disponível no Globoplay desde 2021
Comissão de produção e direção
A novela foi escrita por Dias Gomes, com coautoria de Aguinaldo Silva e colaboração de Marcílio Moraes e Joaquim Assis. A supervisão ficou a cargo de Daniel Filho, com direção de Paulo Ubiratan, Jayme Monjardim, Gonzaga Blota e Marcos Paulo, além de direção-geral de Paulo Ubiratan.
O legado de "Roque Santeiro"
Com histórias paralelas memoráveis, como o mistério do lobisomem, a novela marcou a estreia de Claudia Raia, Patrícia Pillar e Maurício Mattar na TV Globo. Até hoje, "Roque Santeiro" permanece como um marco cultural na memória afetiva do público brasileiro.
Com informações de UOL, Correio Braziliense, Estadão.
Fonte: UOL, Correio Braziliense, Estadão