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primetime: a drama que coloca a mídia em foco

Robert Pattinson interpreta Chris Hansen em Lance Oppenheim’s estreia em longa

Daniele Morais
5 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
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primetime: a drama que coloca a mídia em foco
Imagem: "NASA's NPP Satellite Acquires First VIIRS Image" by NASA Goddard Photo and Video is licensed under CC BY 2.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/lic

O grande destaque do Festival de Veneza foi o primeiro longa-filme de Lance Oppenheim, “Primetime”, que traz Robert Pattinson como Chris Hansen, o apresentador da série “To Catch a Predator”. O filme revisita os anos de 2004 a 2007, quando o programa exibido em “Dateline NBC” organizava operações de armadilha contra potenciais pedófilos.

O que muda no seu bolso quando a mídia entra em cena

O longa-filme coloca em evidência a obsessão de Hansen por provar sua supremacia na televisão, especialmente quando o programa foi transferido para um horário de prime-time, competindo com séries de grande audiência como “Lost”. A busca por números de audiência levanta questões sobre a ética da exposição de crimes em formato de entretenimento.

O que muda no seu bolso quando a produção entra em conflito

O roteiro, escrito por Ajon Singh, mostra a tensão entre Hansen e sua produtora, Andie Bender, interpretada por Merritt Wever. Enquanto o apresentador mantém a crença de que seu trabalho tem utilidade social, a produtora busca maximizar lucros, gerando um conflito de interesses que reflete a realidade da indústria cinematográfica.

O que muda no seu bolso quando a crítica se envolve

Chris Hansen, que não participou da produção, criticou o filme e comprou anúncios antes de cada exibição, direcionando o público para seu serviço de streaming TruBlu. Ele afirmou que nunca viu o longa e que achou a performance de Pattinson “excessivamente dramática”. Pattinson, por sua vez, respondeu que “espera que Hansen goste do filme”.

O que muda no seu bolso quando a arte se torna surreal

O diretor utiliza diferentes formatos de filmagem e uma trilha sonora de Ari Balouzian para criar uma atmosfera que mistura realidade e ficção, refletindo a dualidade entre a busca por notoriedade e a necessidade de justiça. A estética do filme faz com que o público perceba a “holografia” da mídia contemporânea.

O que muda no seu bolso quando a crítica recebe o filme

Revistas como The Playlist e BBC elogiaram a atuação de Pattinson, descrevendo-o como “extraordinário” e “magnetizante” no papel de Hansen. A crítica reconheceu o filme como uma “satira mordaz” da era da televisão de realidade, destacando seu tom de comédia negra e sua abordagem surrealista.

Com informações de The Playlist, BBC, Screen Daily.

Fonte: The Playlist, BBC, Screen Daily

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