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Nigeriano foge da África do Sul enquanto protestos anti-imigrantes crescem

A fuga de Itoro, empresário nigeriano, ilustra a tensão crescente entre a África do Sul e países vizinhos

Daniele Morais
4 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
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Nigeriano foge da África do Sul enquanto protestos anti-imigrantes crescem
Imagem: "St.Gallen city skyline aerial view from rooftop (49025392338)" by Nenad Stojkovic is licensed under CC BY 2.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/li

Em 3 de agosto de 2026, a situação de um empresário nigeriano que deixou sua família e negócios em Joanesburgo ganhou destaque, refletindo a escalada de protestos anti-imigrantes na África do Sul.

Itoro deixa família e negócios em Joanesburgo

Com 47 anos, Itoro temia por sua segurança quando os protestos anti-migrantes se intensificaram neste ano. Em junho, ele embarcou em um voo de repatriação voluntária para a Nigéria, deixando para trás sua esposa sul-africana, os filhos gêmeos e a concessionária de automóveis que havia construído ao longo de 15 anos.

Ele recorda, com lágrimas nos olhos, que "foi doloroso para mim deixar a pessoa que é minha melhor amiga". Vizinhos teriam dito à esposa que, por ser casada com um nigeriano, ela deveria deixá-lo e sair do país.

Reação da alta comissariado nigeriana

A alta comissão nigeriana não permitiu que a esposa e as crianças viajassem com Itoro, apesar de ele possuir documentos que comprovam seu direito legal de permanecer na África do Sul. O empresário mostrou à BBC uma cópia do documento que atesta sua situação regular.

Incidente com cidadão nigeriano e investigação

Recentemente, um nigeriano foi morto quando a polícia tentou prendê-lo por suspeita de tráfico de drogas. Um órgão independente passou a investigar o caso, enquanto o ministro sul-africano das Relações Exteriores, Ronald Lamola, afirmou que o país lida com quem age por conta própria, mas reconheceu a firmeza do presidente Cyril Ramaphosa em relação ao direito soberano de aplicar as leis de imigração.

História de Emmanuel Asamoah, estilista ganês

Emmanuel Asamoah, de 37 anos, chegou da Gana em 2023 e estabeleceu-se em Soweto, onde trabalhou como cabeleireiro. Três meses antes de retornar à capital Accra, foi cercado por sul-africanos que exigiram sua saída, episódio registrado em vídeo. Ele descreve a situação como "empurrões, perguntas e assédio" e relata que foi acusado de "estragar o país".

De volta à Gana, Asamoah, com apoio de um empresário ganês, abriu um negócio de cimento e pretende reconstruir sua vida.

Posicionamento dos ministros sul-africanos e ganeses

O ministro da Cultura sul-africano, Gayton McKenzie, reforçou que a África do Sul está aberta a imigrantes que venham legalmente, pedindo documentos. Ele também apontou o alto índice de desemprego — acima de 30 % — como fator que alimenta a tensão.

Já o ministro das Relações Exteriores da Gana, Samuel Okudzeto Ablakwa, denunciou a forma como cidadãos ganeses são tratados na África do Sul, alegando que isso fere a solidariedade continental e o espírito pan-africano. Ele afirmou que continua em diálogo com o país e que sua esposa deverá juntarse a ele em breve.

Com informações de BBC News.

Fonte: BBC News

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