Navi Pillay recebe o Prêmio Nobel da Paz por trabalho em direito.
A ex-juíza do Tribunal Penal Internacional foi reconhecida por sua atuação na promoção da paz e da lei internacional.

Navanethem "Navi" Pillay, ex-juíza do Tribunal Penal Internacional, recebeu o Prêmio Nobel da Paz na sexta-feira. A distinção reconhece seu trabalho na promoção da paz e do direito internacional, tornando-se um dos assuntos mais buscados globalmente.
Reconhecimento por uma vida dedicada ao direito internacional
O Comitê Norueguês do Nobel, através de seu presidente Jørgen Watne Frydnes, destacou a atuação de Pillay. Ela foi "fundamental para garantir que crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio sejam processados". Frydnes afirmou que Pillay esteve "na vanguarda do desenvolvimento do direito internacional por décadas", desde seu envolvimento no apoio a Nelson Mandela e aos prisioneiros de Robben Island até sua participação em "todos os principais casos judiciais internacionais de nosso tempo".
O comitê ainda não conseguiu contatar a "corajosa" Pillay para notificá-la do prêmio, com Frydnes pedindo aos repórteres em Oslo: "se você vir um número norueguês ligando, por favor, atenda".
A trajetória de Navi Pillay: da África do Sul ao cenário global
Nascida em Durban, África do Sul, em uma família de origem tâmil indiana sob o regime do apartheid, Pillay construiu uma carreira jurídica notável. Sua trajetória inclui passagens como juíza no Tribunal Superior da África do Sul, no Tribunal Penal Internacional para Ruanda e no Tribunal Penal Internacional.
O Prêmio Nobel da Paz e seus laureados recentes
O prêmio é concedido anualmente a uma pessoa ou instituição que tenha realizado "o trabalho mais ou melhor pela fraternidade entre as nações", conforme o testamento do inventor sueco Alfred Nobel. O vencedor é selecionado por um comitê eleito pelo Parlamento norueguês.
No ano passado, a laureada foi a líder da oposição venezuelana Marina Corina Machado, por seu trabalho na promoção dos direitos democráticos em seu país. Machado posteriormente entregou seu prêmio ao Presidente Donald Trump, em uma ação que o Instituto Nobel Norueguês afirmou não poder revogar, compartilhar ou transferir o prêmio.
Outros laureados anteriores incluem a organização japonesa antiarmas nucleares Nihon Hidankyo, Maria Ressa e Dmitry Andreyevich Muratov por seus esforços em salvaguardar a liberdade de expressão nas Filipinas e na Rússia, e o ex-presidente dos EUA Barack Obama.
As aspirações de Donald Trump ao Nobel da Paz
Donald Trump já havia feito campanha abertamente pelo cobiçado prêmio antes de ser concedido a Machado. Ele fez uma nova tentativa pelo Nobel, alegando ter "resolvido oito guerras". No início do ano, Trump também associou sua "agressiva" busca para assumir o controle da Groenlândia a ter sido preterido para o Prêmio Nobel da Paz.
Com informações de CNBC.
Fonte: CNBC
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