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Morte de Zuenir Ventura: jornalista e escritor deixa legado aos 95 anos

O repórter e membro da ABL faleceu de pneumonia, gerando homenagens da comunidade literária

Daniele Morais
22 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
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Morte de Zuenir Ventura: jornalista e escritor deixa legado aos 95 anos
Imagem: "Criminalization of premarital and extramarital sex as zina under sharia in Islam" by RLoutfy is licensed under CC BY-SA 4.0. To view a copy of this license, visit https://creative

Zuenir Ventura faleceu na manhã de 22 de setembro de 2026, aos 95 anos, vítima de pneumonia. O anúncio da morte gerou uma série de homenagens de colegas, acadêmicos e da Academia Brasileira de Letras, onde o escritor era membro.

O falecimento e os rituais de despedida

Ventura morreu em sua residência no Rio de Janeiro. A Academia Brasileira de Letras confirmou a causa e informou que o velório será realizado na sede da instituição na quarta-feira, 23 de setembro, com sepultamento no mausoléu dos imortais.

Trajetória no jornalismo e nas revistas

Iniciou sua carreira como arquivista no Tribuna da Imprensa e, ao longo das décadas, atuou em veículos como Correio da Manhã, Jornal do Brasil, revistas Cruzeiro, Fatos e Fotos, Visão, Veja e IstoÉ. Recebeu prêmios Esso e Vladimir Herzog em 1989 pela série "O Acre de Chico Mendes" e ficou em segundo lugar no Jabuti de 1995 com "Cidade Partida".

Obras que marcaram a literatura brasileira

Entre seus livros, destaca-se "1968 – O Ano que Não Terminou", best-seller que relata a juventude dos anos 1960 e a luta contra a ditadura militar. "Cidade Partida" analisou a violência e a desigualdade no Rio de Janeiro após a chacina de 1993 em Vigário Geral, tendo sido relançado em edição especial de 30 anos. Outros títulos incluem "Minhas Histórias dos Outros", "Sagrada Família" (2012) e "Minhas Histórias dos Outros" ampliado.

Reconhecimento na Academia Brasileira de Letras

Em 2015, Ventura foi eleito para a cadeira da Academia Brasileira de Letras, ocupando a vaga deixada por Ariano Suassuna. Ele participou das reuniões da ABL, descrevendo-as como momentos de humor e companheirismo, apesar da imagem externa de formalidade.

Depoimentos de colegas e acadêmicos

Marcos Lucchesi, Ruy Castro, Arno Wheling, Rosiska Darcy, Ana Maria Machado e Lilia Schwarcz, entre outros, lamentaram a perda, ressaltando a importância de Ventura como repórter, escritor e figura central na compreensão da história contemporânea do Brasil.

Com informações de Folha de S.Paulo, VEJA.

Fonte: Folha de S.Paulo, VEJA

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