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Morre o maestro Roberto Tibiriçá, referência da música erudita brasileira

O falecimento do maestro de 72 anos reúne homenagens de orquestras e instituições culturais

Daniele Morais
3 de outubro de 2026 · 2 min de leitura
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Roberto Tibiriçá morreu nesta sexta-feira (2) aos 72 anos, após dois anos de batalha contra um câncer. A notícia foi divulgada pelo Theatro Municipal de São Paulo, que abriu o velório ao público e gerou grande comoção no meio musical.

Carreira e principais comandos

Com mais de 40 anos de atuação, Tibiriçá conduziu orquestras como a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, a Orquestra Sinfônica do Paraná e, no exterior, a Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Direção da orquestra sinfônica do Paraná

Desde 2022, era regente titular e diretor musical da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP). Sob sua batuta, a OSP elevou o nível artístico, participou de festivais como o de Inverno de Campos do Jordão e realizou a histórica apresentação da Sinfonia nº 2, “Ressurreição”, de Gustav Mahler, em maio de 2025.

Projetos de democratização da música

O maestro desenvolveu iniciativas como o projeto “Mostly Mozart”, que oferece concertos gratuitos ao ar livre no Museu Oscar Niemeyer, e levou a orquestra a apresentações em municípios do interior do Paraná, ampliando o acesso ao concerto clássico.

Reconhecimento e homenagens

Entre os prêmios recebidos estão o Prêmio Estácio de Sá (1995), os Prêmios Carlos Gomes de Melhor Regente (2010 e 2011), a Ordem do Ipiranga (2011) e o título de Notório Saber da Universidade Federal de Minas Gerais (2024). Era membro da Academia Brasileira de Música e da Academia Nacional de Música.

Últimos momentos e legado

Mesmo debilitado, Tibiriçá realizou sua última apresentação pública em julho, no 46º Festival Internacional de Música de Londrina, e ainda dirigiu um concerto em homenagem à pianista Analaura de Souza Pinto. Seu falecimento deixa um vazio, mas sua obra e influência permanecem vivas nos músicos, nas instituições e no público que o ouviu.

Com informações de Folha de S.Paulo, Bem Paraná.

Fonte: Folha de S.Paulo, Bem Paraná

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