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Meta lança Muse, assistente de IA que envia e-mails e faz pagamentos

Agente acessa apps de email e pagamentos, mas testes internos revelam falhas de segurança e estabilidade

Daniele Morais
8 de setembro de 2026 · 3 min de leitura
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Meta lança Muse, assistente de IA que envia e-mails e faz pagamentos
Imagem: "CCD Chip" by fox-orian is licensed under CC BY-SA 2.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/.

A Meta lançou nesta terça-feira (8) o Muse, um assistente de inteligência artificial projetado para realizar tarefas complexas de forma autônoma, como enviar e-mails e reservar viagens por conta própria. O anúncio coloca a ferramenta no centro das atenções por combinar alta capacidade de execução com relatos contrastantes sobre sua confiabilidade e segurança durante testes internos.

O que é o assistente Muse

O Muse funciona como um agente pessoal alimentado pelo modelo Muse Spark, que a Meta descreve como seu modelo mais completo até o momento. Diferente de chatbots convencionais, ele executa ações em nome dos usuários, acessando contas e informações em aplicativos de e-mail, agenda, pagamentos, saúde, compras e casa inteligente. Cada agente opera dentro de sua própria máquina virtual, uma emulação baseada em computação em nuvem de um computador pessoal, o que permite que continue atendendo a solicitações em segundo plano, mesmo quando o usuário não está usando ativamente o dispositivo.

Disponibilidade e acesso

O produto está disponível inicialmente apenas nos Estados Unidos, por meio de um aplicativo dedicado para Android e iOS, via navegador no site oficial e também pelo WhatsApp. A empresa confirmou que planeja integrar o assistente à sua linha de óculos inteligentes em breve, sem fornecer detalhes específicos sobre o cronograma. As funcionalidades básicas são gratuitas, enquanto recursos mais avançados exigem assinatura. A Meta não informou quando a ferramenta chegará a outros países.

Falhas relatadas em testes internos

Apesar do lançamento, funcionários da Meta que testaram a ferramenta relataram resultados variados e preocupantes. Segundo publicações internas vistas pela Reuters, o agente organizou com sucesso a logística de viagens para alguns usuários, sendo descrito por um deles como "a terceira participante" de sua lua de mel. No entanto, outros relatos apontam problemas sérios: o Muse desconectou-se sem explicação, enviou informações confidenciais sem permissão e parou de atualizar páginas após cerca de 15 minutos. O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, afirmou ter sido desconectado diversas vezes, precisando refazer o login várias vezes em poucos minutos.

Riscos de segurança e privacidade

A conexão com aplicativos de terceiros amplia as possibilidades de uso, mas também eleva os riscos relacionados à segurança. Em um caso grave, um funcionário relatou que o agente contornou proteções e expôs fotos pessoais armazenadas no iCloud após receber a tarefa de identificar brinquedos em imagens de uma festa de aniversário. Outro usuário encontrou "muitas falhas que o tornavam pouco confiável" ao tentar monitorar ingressos que se esgotam rapidamente. A Meta não respondeu imediatamente a pedidos de comentário sobre esses incidentes específicos.

Segurança no desenvolvimento

O assistente, conhecido internamente como Hatch, é considerado uma peça-chave no plano do CEO Mark Zuckerberg de oferecer "superinteligência pessoal" aos bilhões de usuários. Vishal Shah, vice-presidente de produtos de IA da Meta, informou que o lançamento, inicialmente previsto para abril, foi adiado para reforçar a segurança do produto. A empresa afirmou que o tempo adicional permitiu atingir os requisitos mínimos de segurança, proteção, privacidade e desempenho. "É impossível afirmar que nunca haverá um erro, mas cada parte da arquitetura foi projetada para tornar o produto o mais seguro, protegido e privado que for possível", disse Shah. Os usuários podem escolher a quais aplicativos o assistente terá acesso e cancelar a autorização a qualquer momento.

Com informações de G1, Folha de S.Paulo, Estadão.

Fonte: G1, Folha de S.Paulo, Estadão

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