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Mercado reduz expectativa da Selic para 2026 e revisa inflação

Boletim Focus indica queda na taxa básica e ajuste nas projeções de IPCA

Daniele Morais
4 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
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Mercado reduz expectativa da Selic para 2026 e revisa inflação
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Em 3 de agosto de 2026, o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central apontou que a taxa básica de juros (Selic) deve encerrar o ano em 13,75%. A mesma publicação registrou a quinta semana consecutiva de revisão para baixo nas expectativas de inflação, que agora ficam em 5,03% para 2026.

Expectativa da Selic para 2026

A projeção de 13,75% representa a primeira redução da Selic desde março de 2026, quando a mediana havia passado de 12,13% para 12%. Na semana anterior, o mercado esperava que a taxa terminasse o ano em 14%, valor 0,25 ponto percentual acima da nova estimativa. A taxa vigente, fixada pelo Comitê de Política Monetária em 17 de junho, permanece em 14,25%.

Projeções de inflação, PIB e câmbio

O índice oficial de preços ao consumidor (IPCA) tem sido ajustado para baixo nas últimas semanas, passando de 5,12% na semana passada para 5,03% neste boletim. Há quatro semanas, a expectativa era de 5,30%. As projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e da cotação do dólar permanecem estáveis há pelo menos cinco semanas, com PIB em 1,99% e dólar em R$ 5,20. Para 2027, a expectativa de PIB recuou de 1,60% para 1,57% e a cotação do dólar de R$ 5,29 para R$ 5,28.

Perspectiva da Selic para 2027 e 2028

As previsões para a taxa básica nos próximos dois anos mantiveram-se inalteradas: 12% para 2027 e 10,5% para 2028. Essa estabilidade indica que o mercado ainda aguarda a trajetória de diminuição da Selic ao longo do horizonte de planejamento.

Impactos da variação da Selic no crédito e consumo

Quando o Copom eleva a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, encarecendo o crédito e estimulando a poupança. Juros mais altos podem, assim, dificultar a expansão econômica. Por outro lado, a redução da taxa tende a tornar o crédito mais barato, incentivando produção e consumo, embora diminua o controle sobre a inflação.

Próximas decisões do Copom

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária está agendada para os dias 4 e 5 de agosto, quando serão avaliadas as condições macroeconômicas e as metas de inflação para definir eventuais ajustes na taxa Selic.

Com informações de Agência Brasil.

Fonte: Agência Brasil

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