Manuel Belmar deixa a Globo após decisão controversa na Copa
A saída do executivo de finanças está ligada à escolha de não comprar todos os direitos do Mundial

Manuel Belmar, responsável pelas finanças da Globo e líder do Globoplay, foi desligado da empresa na quinta-feira, 3 de setembro. A demissão tem relação direta com a estratégia adotada para a Copa do Mundo de 2026, que deixou a emissora sem a exclusividade dos jogos.
Decisão de abrir mão da exclusividade da Copa
Segundo relatos, a Globo optou por transmitir apenas metade dos jogos da Copa, permitindo que a CazéTV e o YouTube ficassem com a maior parte das partidas. A escolha visava reduzir custos de aquisição dos direitos, mas acabou gerando maior audiência para os concorrentes.
Consequências para o Globoplay
Além da perda de audiência esportiva, a estratégia também impactou o streaming da emissora. Belmar havia anunciado, no ano passado, que o Globoplay havia alcançado o ponto de equilíbrio entre despesas e receitas, mas balanços recentes apontam estagnação e possível retorno ao vermelho. O acordo com a operadora Claro, que oferecia a plataforma gratuitamente aos assinantes, não trouxe aumento significativo de receita.
Repercussão interna e a “guerra dos tronos” na Globo
A saída de Belmar faz parte de um movimento maior na cúpula da Globo, descrito como “Casamento Vermelho”. O presidente Paulo Marinho deve confirmar, em transmissão ao vivo, a demissão de Belmar e de Manuel Falcão, diretor de Marca e Comunicação. As mudanças são atribuídas a relatórios do conselheiro Carlos Henrique Schroder, que tem aval dos filhos de Roberto Marinho.
Outros executivos também são alvos
Além de Belmar, a empresa deve dispensar Pedro Garcia, responsável pela negociação de direitos esportivos, e Paulo Tonet Camargo, vice-presidente de Relações Institucionais. As decisões refletem a necessidade de reavaliar a estratégia de conteúdo e a saúde da marca Globo, que tem enfrentado críticas internas sobre sua imagem.
Impacto da decisão na indústria de mídia
A falta de exclusividade na Copa permitiu que a CazéTV ganhasse destaque, consolidando-se como um novo concorrente forte. A situação evidencia como escolhas de direitos de transmissão podem influenciar o posicionamento de grandes grupos de mídia no mercado digital brasileiro.
Com informações de Notícias da TV, VEJA, Terra.
Fonte: Notícias da TV, VEJA, Terra