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Lizzie Borden volta à tona com série da Netflix

O lançamento de "Monster: The Lizzie Borden Story" reacende o debate sobre o caso de 1892

Daniele Morais
22 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
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Lizzie Borden volta à tona com série da Netflix
Imagem: "True Crime Xtra" by SarmilaDeb1 is marked with CC0 1.0. To view the terms, visit https://creativecommons.org/publicdomain/zero/1.0/deed.en/.

Na última semana, a Netflix lançou a terceira temporada da antologia de crimes reais que traz "Monster: The Lizzie Borden Story". O título chegou ao topo da lista de séries em inglês, acumulando mais de 12 milhões de visualizações nos primeiros quatro dias, o que explica o repentino interesse nas buscas por Lizzie Borden.

O que traz Lizzie Borden ao centro das atenções

O episódio faz parte do universo cinematográfico de Ryan Murphy, que já abordou assassinos famosos. Ao apresentar a história da jovem de 32 anos acusada dos homicídios de seu pai, Andrew Borden, e da madrasta, Abby Borden, a produção reacendeu o fascínio por um caso que, apesar de mais de um século, ainda gera dúvidas.

Como os fatos foram registrados em 1892

Em 4 de agosto de 1892, Andrew, de 70 anos, e Abby, de 64, foram encontrados esfaqueados na casa de Fall River. A arma apontada pelos investigadores era um pequeno machado encontrado no porão. Lizzie, que estava na casa no momento dos crimes, tornou-se a principal suspeita, sobretudo por sua relação conflituosa com a madrasta.

O julgamento e a absolvição

Um júri exclusivamente masculino deliberou pouco mais de uma hora antes de declarar Lizzie inocente, apesar das evidências que apontavam para ela. A decisão refletiu, segundo relatos da época, a dificuldade de aceitar que uma mulher rica e instruída pudesse cometer atos tão violentos.

Revisões recentes do caso

Pesquisas atuais apontam que a arma não era um machado, mas um pequeno machado de ferro, e que Abby foi esfaqueada menos de doze vezes, embora a brutalidade permaneça evidente. Especialistas em ciência forense ressaltam que, com os recursos modernos, seria possível detectar vestígios de sangue nas roupas de Lizzie, algo que não ocorreu na investigação original.

O cenário atual da casa de Lizzie Borden

A residência de 180 anos, localizada na Second Street, foi restaurada e funciona como um museu e pousada. O local exibe fotografias em preto e branco da cena do crime, inclusive imagens do corpo de Abby no quarto onde o autor da matéria passou a noite. O ambiente ainda atrai curiosos que desejam vivenciar o ambiente onde os assassinatos ocorreram.

Por que o caso ainda intriga

A combinação de um crime violento, um julgamento controverso e a ausência de provas conclusivas mantém Lizzie Borden viva na cultura popular, inspirando livros, filmes e até uma cantiga infantil. O lançamento da série da Netflix traz novamente à tona essas questões, permitindo que novas gerações questionem as circunstâncias que envolveram o caso.

Com informações de Deadline, CBS News.

Fonte: Deadline, CBS News

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