Eurodeputado polonês persegue brasileiras por broche do PT
Dominik Tarczyński pede informações e ameaça deportação após eleição no Brasil
Na manhã do domingo 4 de outubro, dia da eleição presidencial brasileira, duas eleitoras do Partido dos Trabalhadores foram fotografadas em frente ao consulado do Brasil em Varsóvia. A imagem circulou nas redes do eurodeputado polonês Dominik Tarczyński, que passou a solicitar informações sobre as mulheres e a ameaçar medidas de deportação.
Por que a foto ganhou destaque
Tarczyński, membro do Parlamento Europeu, publicou as fotografias no X acompanhadas de um pedido em polonês: “Se alguém tiver informações sobre estas senhoras, por favor, entre em contato por mensagem privada. URGENTE”. O pedido foi repetido em publicação no Instagram, onde ele também escreveu que ajudaria a “arrumar as malas antes da deportação”.
O que a legislação polonesa proíbe
A Polônia tem lei que proíbe adereços que façam apologia a regimes totalitários, como nazismo e comunismo. O broche usado por uma das brasileiras apresenta uma estrela vermelha com a inscrição “PT”, lembrando o símbolo da ex-União Soviética, mas com a sigla do partido brasileiro.
Como a lei se aplica ao caso
O artigo 13 da Constituição polonesa restringe partidos e organizações que adotem métodos totalitários, não objetos individuais. A jurisprudência do Tribunal Constitucional indica que a simples exibição de símbolos, sem intenção de promover um regime totalitário, não configura crime. Decisões recentes do Tribunal de Justiça também apontam que a mera demonstração de um broche não preenche os requisitos do artigo 256 do Código Penal.
Reação nas redes e na comunidade brasileira
Após a postagem, usuários comentaram pedindo a deportação das mulheres e compartilharam prints de perfis que foram apagados. Uma brasileira que se declara conservadora prometeu ajudar a identificar as eleitoras, alegando que na Polônia é proibido apoiar o comunismo. Ela afirmou que suas redes são monitoradas pelo governo americano.
Posicionamento do eurodeputado
Tarczyński não especificou qual crime as brasileiras teriam cometido nem qual autoridade policial seria acionada. Ele se descreve como advogado e professor e faz parte do grupo dos Conservadores e Reformistas Europeus no Parlamento Europeu, além de ser membro do partido Lei e Justiça (PiS). Em outras publicações, celebrou a ida de Flávio Bolsonaro ao segundo turno e usou a frase “Seja como a Polônia”, referência ao programa do primeiro-ministro Donald Tusk.
Com informações de SBT News, Terra, Revista Fórum.
Fonte: SBT News, Terra, Revista Fórum