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Durigan afirma que juros, não gastos, elevam a dívida pública

Ministro da Fazenda aponta cobrança de juros como principal fator do aumento da dívida brasileira

Daniele Morais
6 de agosto de 2026 · 3 min de leitura
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Durigan afirma que juros, não gastos, elevam a dívida pública
Imagem: "Porto Alegre - Brazil Landscape-Night" by Felipe Valduga from Porto Alegre, Brazil is licensed under CC BY 2.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/l

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que o aumento da dívida brasileira não se deve ao acréscimo de gastos, mas sim aos juros elevados que incidem no país. Segundo sua avaliação, a pressão sobre a dívida vem da necessidade de o governo honrar compromissos antigos, utilizando títulos como instrumento de pagamento.

Juros como motor da expansão da dívida

Quando a taxa de juros se mantém alta, o custo de financiamento da dívida existente aumenta. Cada novo pagamento de juros incorpora um valor adicional ao saldo devedor, o que, ao longo do tempo, eleva o total da dívida pública. Essa dinâmica explica por que, mesmo sem ampliar os gastos correntes, a dívida pode crescer de forma significativa.

Pagamentos de dívidas antigas com títulos

O governo tem recorrido à emissão de títulos para quitar obrigações previamente assumidas. Essa prática, embora comum em finanças públicas, demanda o pagamento de juros sobre os títulos emitidos. Quando os juros são altos, a quantia necessária para rolar a dívida antiga se torna ainda maior, alimentando o ciclo de aumento da dívida.

Implicações para a política fiscal

Ao identificar os juros como o principal fator de expansão da dívida, o ministro destaca a importância de políticas que visem à redução da taxa de juros ou à reestruturação da dívida existente. Tais medidas podem diminuir o peso dos encargos financeiros e contribuir para a contenção do crescimento da dívida ao longo do tempo.

Em suma, a declaração de Dario Durigan reforça a ideia de que o controle dos juros e o gerenciamento efetivo das obrigações passadas são essenciais para estabilizar a dívida pública, independentemente do volume de novos gastos.

Com informações de Agência Brasil.

Fonte: Agência Brasil

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