Duração do terremoto de San José del Palmar: três perspectivas
O Serviço Geológico Colombiano explica por que a duração do sismo pode ser medida de três maneiras distintas.

Em 10 de agosto de 2026, um forte terremoto de magnitude 7,4 abalou a região de San José del Palmar, na Colômbia, gerando dúvidas sobre quanto tempo o sismo realmente durou. O Serviço Geológico Colombiano (SGC) respondeu explicando as diferentes formas de medir a duração de um terremoto.
Como o SGC define a duração de um sismo
O órgão deixou claro que não existe uma única resposta, pois a duração pode referir-se a três aspectos distintos. "No hay una sola respuesta porque cuando hablamos de la duración de un sismo podemos estar hablando de tres cosas diferentes: cuánto tiempo lo sentimos las personas, cuánto tiempo lo registran nuestros instrumentos o cuánto dura el movimiento de la falla que lo origina".
O que as pessoas sentem
Para a maioria das pessoas, a sensação do tremor dura apenas alguns segundos. "Mientras una persona puede sentir un sismo durante algunos segundos, las estaciones pueden registrar sus ondas durante varios minutos". A percepção varia de acordo com a distância ao hipocentro, as características do terreno e o tipo de construção. "Eso puede cambiar de una persona a otra. Depende de factores como la distancia al hipocentro (el lugar en el interior de la Tierra donde comienza la ruptura), las características del terreno y la construcción en la que nos encontremos".
O que registram os sismômetros
Os instrumentos conseguem captar movimentos que escapam ao sentido humano, permanecendo ativos por vários minutos após o início do evento.
Tempo de movimento da falha
Especificamente para o sismo de San José del Palmar, as estações mais próximas ao epicentro registraram aproximadamente entre 90 segundos e 2 minutos de movimento significativo. "En el caso del sismo de San José del Palmar, las estaciones de monitoreo más cercanas al epicentro registraron aproximadamente entre 90 segundos y 2 minutos de movimiento significativo".
Recomendações da Unidade Nacional para a Gestão de Risco
A entidade orienta as famílias a criar um plano de emergência que inclua a elaboração de uma rota de evacuação, a identificação de locais seguros e a montagem de um kit de emergência com água, lanterna, rádio, alimentos não perecíveis e documentos de identificação. Durante o tremor, recomenda-se manter a calma e proteger-se em áreas estruturalmente seguras, como sob um móvel robusto ou próximo a uma coluna, evitando portas, janelas e objetos que possam cair. Após o sismo, é importante agir com cautela, não usar elevadores, não correr ou empurrar outras pessoas, e ficar longe de itens perigosos. Avaliar danos estruturais antes de reentrar nas edificações, cortar fornecimentos de gás, água e energia quando for seguro, e manter-se informado por meios oficiais.
Com informações de El Tiempo.
Fonte: El Tiempo