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domingos montagner: o legado que volta a tocar a cena

filho segue carreira musical enquanto a memória do ator é celebrada em São Paulo

Daniele Morais
15 de setembro de 2026 · 3 min de leitura
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Em 15 de setembro de 2016, o ator Domingos Montagner desapareceu nas águas do Rio São Francisco, enquanto gravações de "Velho Chico" estavam em andamento. A cena chocou o público e marcou o fim de uma carreira que atravessou teatro, cinema e televisão. Em 2024, a memória do artista revive em duas frentes: um show de homenagem pela LaMínima e a continuação de sua trajetória musical pelo filho mais velho, Leo Montagner.

homenagem da LaMínima em São Paulo

Na última terça-feira (15), a LaMínima realizou um espetáculo de homenagem a Domingos Montagner, celebrando os dez anos da sua morte. O evento aconteceu no Espaço Parlapatões, em São Paulo, como parte da programação da 7ª Palhaçada Geral. Sampaio, Fernando Paz e Filipe Bregantim, integrantes atuais da LaMínima, apresentaram o "Cabaré LaMínima ao Máximo", que reuniu números de diferentes momentos da trajetória de 30 anos do grupo. No fim da apresentação, Sampaio fez uma fala em memória de Montagner. A dupla de palhaços Agenor e Padoca, criada por Montagner e Sampaio no Circo Escola Picadeiro, foi relembrada no palco.

o legado musical de Leo Montagner

Leo Montagner, filho mais velho do ator, tem 22 anos e segue carreira na música. Ele toca teclado e baixo na banda paulista Tietê, que já lançou dois álbuns. O último foi gravado no fim de 2024 nos Abbey Road Studios, em Londres. Leo também trabalha como tradutor e cursa Letras-Italiano na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Além da música, ele mantém ligação com o Circo Zanni, fundado por Domingos, onde já foi músico e já se apresentou no picadeiro. O irmão do meio, Antonio, de 19 anos, é acrobata do circo.

o fim trágico no Rio São Francisco

Domingos Montagner estava em plena consagração ao interpretar Santo dos Anjos em "Velho Chico" quando, após gravações matinais, decidiu nadar no Rio São Francisco, acompanhado da colega de elenco Camila Pitanga. A atriz relatou que ambos nadaram até uma pedra e mergulharam. A correnteza impediu o retorno e, apesar dos esforços de Camila, o ator acabou sendo levado pela água. A polícia militar e a equipe da novela mobilizaram buscas. O corpo foi encontrado preso às pedras, a 18 metros de profundidade e a 320 metros da margem, próximo à Usina de Xingó, na divisa entre Sergipe e Alagoas. Montagner deixou para trás Luciana Lima e três filhos.

o impacto na carreira e na televisão

Na época da morte, a Globo adotou a câmera subjetiva para manter Santo dos Anjos na trama, permitindo que o personagem permanecesse presente nas cenas finais sem a necessidade de outro ator. Essa solução deu às cenas de encerramento um significado de despedida para os telespectadores. "Velho Chico" recebeu indicação ao Prêmio Emmy Internacional na categoria Melhor Novela no ano seguinte. A trajetória de Domingos, que começou na televisão em 2010, incluiu 13 produções televisivas e nove filmes, consolidou-o como um dos artistas mais reconhecidos do país.

o presente e o futuro da memória de Montagner

A homenagem da LaMínima e a carreira musical de Leo demonstram que o legado de Domingos Montagner continua vivo nas artes circenses, teatrais e musicais. Enquanto a memória do ator permanece nas recordações de "Velho Chico", o futuro da sua família se reflete nas notas de Tietê e nas performances do Circo Zanni, mantendo a chama da arte que Domingos tanto amava.

Com informações de Extra online, Folha de S.Paulo, Diário do Pará.

Fonte: Extra online, Folha de S.Paulo, Diário do Pará

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