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Dólar recua enquanto petróleo cai e investidores esperam reunião entre.

A combinação de preços mais baixos do petróleo e a expectativa por encontros geopolíticos movimenta a cotação do dólar

Daniele Morais
21 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
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O dólar iniciou a segunda-feira (21) em queda de 0,59%, cotado a R$ 5,1136, enquanto o Ibovespa avançava 0,16% para 185.522 pontos. A desvalorização da moeda americana está ligada à queda dos preços do petróleo e à atenção dos investidores à reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping.

Queda do dólar acompanha recuo do petróleo

O barril do Brent, referência internacional, registrava queda de 3,07%, cotado a US$ 100,68, e o West Texas Intermediate (WTI) recuava 3,84%, a US$ 96,45. A diminuição dos preços da commodity, impulsionada por pedidos da China ao Irã para limitar ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura saudita, reduziu temores sobre a oferta global e trouxe alívio ao mercado.

Expectativa por dados econômicos no Brasil

Investidores aguardam a divulgação do IPCA-15, prévia da inflação oficial, prevista para sexta-feira. A agenda inclui ainda a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e novos indicadores de atividade nos Estados Unidos e na Europa, que podem influenciar a trajetória do dólar.

Reunião entre Trump e Xi como ponto de atenção

A cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping, marcada para quinta-feira, tem sido monitorada por sua possibilidade de prorrogar a trégua comercial firmada no ano passado. Além disso, questões sobre Taiwan e inteligência artificial podem ser debatidas, refletindo nas percepções de risco dos mercados.

Repercussão nos mercados internacionais

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários operavam em alta: Dow Jones +0,28%, S&P 500 +0,65% e Nasdaq +1,22%. Na Europa, o DAX subia 0,94%, o CAC-40 avançava 0,72% e o FTSE 100 ganhava 0,70%. Na Ásia, o índice de Xangai (SSEC) valorizava 1,0% e o Hang Seng de Hong Kong subia 1,2%, indicando otimismo diante das expectativas de continuidade da trégua comercial.

Impacto para o investidor brasileiro

A combinação de dólar mais barato, petróleo em queda e a expectativa por decisões políticas globais cria um ambiente de volatilidade que pode afetar tanto a cotação de ativos externos quanto a atratividade de investimentos em renda fixa atrelada ao câmbio. O acompanhamento dos próximos indicadores econômicos e dos desdobramentos da reunião entre Trump e Xi será essencial para avaliar possíveis ajustes de carteira.

Com informações de G1.

Fonte: G1

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